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Thyeme Figueiredo

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Fotografia

Novembro chegou pra mim em um estilo bem férias de verão de filme da sessão da tarde, mesmo com as chuvas diárias e o clima um pouco mais frio. Eu tive que cumprir muitas responsabilidades nas últimas semanas e estava preocupada com muitas coisas mas gradativamente consegui ir finalizando tudo e quase sem perceber cheguei nesse ponto onde há muito tempo eu não ficava livre de tanta ansiedade. É espetacular essa sensação de não precisar estar correndo e de poder me dedicar pra coisas que eu fiquei adiando todo esse tempo porque não eram exatamente ~prioridades~.

Então eu separei nada mais que 70 cursos no skillshare (!), livros, séries, filmes da minha lista da Netflix…e algum tempo para alguma atividade física (porque eu não acho que os três andares de escada que eu subo e desço todos os dias são suficientes lol). Não é que eu realmente vou ter tempo ou disposição pra aproveitar todas as minhas opções, mas eu preciso sentir que tenho variedades de coisas pra escolher.

Comecei fazendo um curso de fotografia básica para câmeras DSLR. Eu já havia feito uma matéria obrigatória de fotografia no curso de artes visuais, mas nesse momento eu nem tinha uma câmera e, embora eu tenha entendido os conceitos todos na teoria, quando eu finalmente consegui comprar uma câmera em Junho desse ano, eu descobri que sabia pouco ou quase nada na prática. Desde então eu já estava lendo, vendo vídeos no YouTube e procurando me adaptar com a câmera nova, mas tudo com muita dificuldade e agora, depois desse curso que me ocupou apenas algumas horas da tarde já contando com os exercícios práticos, eu sinto que eu sei alguma coisa.

Sempre gostei muito de fotografia mas é um Hobbie caro e eu tive um acesso bem tardio. Então entender a teoria agora e conseguir fotografar sabendo o que eu estou fazendo, eu considero uma enorme conquista pessoal. Ainda vou demorar um pouco para conseguir trocar a lente do kit, mas descobri que existe todo um mercado de aluguel de lentes, então possivelmente eu vou conseguir experimentar uma lentes melhores em breve, espero.

As fotos desse post são todas minhas e se não estiverem tão boas em qualidade eu vou culpar a minha preguiça porque editei tudo usando o app VSCO e estou escrevendo esse post em um iPad (no computador as fotografias sempre têm outra aparência). Mas eu não me importo tanto porque acho que é preciso estar sempre aberta para novas experimentações e perfeccionismo costuma me atrapalhar mais do que me ajuda.

Recentemente eu descobri um canal no YouTube, da Sorelle Amore, que me proporcionou uma injeção de segurança com relação a fazer auto-retrato. Por mais narcisista que isso seja eu preciso admitir que meu assunto preferido pra fotografia sempre foi eu mesma. Mas eu comecei a sentir um pouco e vergonha de postar ou mostrar as minhas fotos por mais bonitas e legais que eu achasse que elas tinham ficado, por não querer ser julgada. E depois de conhecer o trabalho magnífico da Sorelle eu comecei a perceber que não tem absolutamente nada de errado com o assunto das minhas fotografias. Eu sentia vergonha pelo fato de ser eu mesma me fotografando, soa como uma coisa solitária, não sei explicar. Mas aqui estamos com mais um obstáculo invisível e completamente desnecessário sendo ultrapassado.

A verdade é que a minha energia criativa voltou com tudo depois do #inktober e se tudo der certo, meus infinitos projetos, não só de entretenimento e estudo, vão sair do campo imaginário. Enquanto isso, vou registrando tudo por aqui, com infinitas fotografias (me aguentem! Lol).

Beijos e até mais 🙂

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Viagem Arraial do Cabo

Viagem

Arraial do Cabo, Rio de Janeiro, foi o destino escolhido da lista pesquisada no google de “praias no Brasil que não chovem muito em Julho” e valeu a pena cada minuto da extensa procura de hospedagem e longa viagem de carro (cerca de 1 dia e meio de viagem saindo de brasília, com parada para dormir em Conselheiro Lafaiate-MG). Arraial do Cabo é espetacular.

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Viagem Arraial do Cabo

Minha experiência e dicas

Fiquei hospedada na Pousada do capitão, ótimo custo benefício e boa localização, bem próxima da praia dos anjos (bonita, mas não boa pra banho, é de onde saem os passeios de barco e é no final dela que fica a trilha para ir até a praia do forno) e também dá para ir andando até a praia grande. Colado nessa pousada fica o hostel do navio, que parecia bem animado à noite e pode ser uma opção mais barata. Para quem vai viajar em grupo, acho que vale muito à pena pesquisar casas para aluguel de temporada, vi poucas opções no airBnb mas vi várias casas legais com placa de aluguel por lá.

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A água das praias de Arraial do cabo é MUITO gelada e bem transparente

A praia que mais frequentei foi a Praia Grande, que tem um por do sol incrível e é ENORME, a faixa de área dela segue até onde não conseguimos mais enxergar. Tem várias opções de barracas e final de semana ficou bem lotada, mas durante a semana era ótimo passar o final da tarde e noite por lá. A orla é bem animadinha e tem várias opções de bares e restaurantes. Eu viciei em um milk shake de leite ninho de uma lanchonete chamada “Milk Shake Mix sorvetes e açaí” e gostei bastante de almoçar no restaurante orla 33, bem em frente à praia grande, com comida à vontade por R$24,00.

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Mas até aí, acho que sem grandes novidades, pra mim por mais que a água fosse transparente, parecia com outras praias que eu já visitei. Eu comecei a notar as características de Arraial quando visitei a prainha. Essa é a praia que a gente vê assim que entra em Arraial do Cabo, é linda e ótima pra banho. Eu li que essa é uma das praias mais populares, que fica beeeeem lotada em alta temporada. Ah, um detalhe muito importante: Julho em Arraial do cabo não é considerado alta temporada, mesmo sendo férias!

Viajando para Búzios – RJ

Fui para Búzios no terceiro dia de viagem e acho que eu estava com expectativas muito altas porque acabei ficando um pouco desapontada. Búzios fica à uma hora de carro de Arraial do Cabo, então fizemos só um bate e volta de um dia. A praia do Geribá é linda e tem umas pedras no final onde a vista do alto é tirar o fôlego. É uma praia grande e tem muitas opções de restaurantes. Mas o consumo lá é muito caro. Nessa praia nem tomei banho nem almocei, só tirei 500 fotos (hehe). Nesse dia eu almocei no restaurante Baixo Geribá bar e restaurante para assistir a final da copa do mundo (preço bom e ótimo atendimento), na Av. José Bento Ribeiro Dantas 5000. Segui para a praia da Ferradura (porque a praia da ferradurinha só poderia ser acessada de barco). Eu li tanto sobre essa praia e quando cheguei lá fiquei um pouco sem entender porque ela é tão famosa, achei a água um pouco oleosa e novamente: o consumo muito caro. Mas achei legal o formato da praia realmente lembrar uma ferradura.

Fechamos a noite seguindo para a praia dos Ossos, onde estava acontecendo o festival gastronômico de Búzios. E segui passeando pela orla que eu achei BEM legal! Movimentada, super bonita e com várias opções de bares e restaurante. A maioria parecia super chique, mas vi algumas opções para os bolsos mais modestos como o meu. Mas jantar em Búzios ficou para uma próxima visita.

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E então finalmente conheci uma praia que me arrancou suspiros de verdade: a praia do forno. Dá pra chegar nessa praia de barco táxi e caminhando pela trilha (de carro não). Fui caminhando e acho que faz todo o sentido porque a vista é ma-ra-vi-lho-sa. E a caminhada dura uns 10 minutos e a trilha é tranquila, tanto com relação à segurança quanto ao esforço físico. Minha sugestão é chegar lá bem cedo para aproveitar melhor a vista com uma quantidade menor de pessoas (não achei a praia lotada, mas eu gostaria de ter ido nela com menos pessoas ainda). Eu nem sei como descrever direito essa praia…durante o banho tinha tartarugas nadando por perto *-*, em volta da água tem esse morro por onde passa a trilha e é cheio de cactos, o que pra mim deu uma sensação completamente diferente da paisagem. Eu acho que de todas essa foi a minha praia favorita.

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A tartaruguinha nadando

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Em seguida fizemos o passeio de barco. Essa é uma parte que acho irritante em lugares turísticos: o exceto de gente oferecendo serviços de passeio, tipo, o tempo todo em todos os lugares. Decidimos fazer o passeio de barco com o Vitor Moura e tinha água, refrigerante e caipirinha à vontade em um passeio de R$40,00 por pessoa. Algumas vezes nesse passeio é possível ver Baleias em alto mar *-* mas pra gente dessa vez só as tartarugas se exibiram. Esse passeio é o único meio de chegar até a praia do Farol, protegida pela marinha, onde só podem ficar até 250 pessoas ao mesmo tempo. Eu estava muito ansiosa pra conhecer essa praia porque só tinha ouvido coisas boas sobre ela. Mas eu posso jurar que não tinha somente 250 pessoas nessa praia porque pra onde eu olhava só via gente. Gente e barcos. Os barcos estavam super próximos da área de banho, tinha alguns com música super alta…o pouco que consegui ver da praia em espaços sem pessoas parecia paradisíaco, mas a experiência no geral foi bem ruim.

O passeio em alto mar é muito bonito, principalmente quando chega na gruta azul e termina nas prainhas do pontal do Atalaia, que na realidade é uma praia só com algumas divisões naturais do morro e pedras. Lindíssima. Essa eu visitei duas vezes, uma nesse passeio de barco e outra de carro, no dia seguinte. Achei a praia bem cheia de gente, mas vale a pena. A escadaria que dá acesso à essa praia para quem vai de carro é muito bonita e a vista do alto é sufocante de tão linda, sério. O caminho de carro que é um pouquinho dificultoso, estrada de terra e tal, mas como não choveu, estava bem tranquilo (é só chegar cedo pra conseguir estacionar sem estresse e aproveitar melhor com menor quantidade de pessoas).

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Esse post mereceu toda essa quantidade de fotografias hehe e ainda deixo mais uma galeria com fotos das praias <3 só clicar nas imagens abaixo que elas vão ficar ampliadas em um slide. Na minha opinião Arraial do Cabo é um destino relativamente barato, bonito e muito tranquilo (em nenhum momento senti insegurança ao andar nas ruas, mesmo à noite). Espero poder voltar em breve.

Beijos e até o próximo!

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Burano

Viagem

No final de Maio e começo de Junho do ano passado eu fiz uma viagem incrível para o país em forma de bota – Itália – e agora, pouco mais de um ano depois, após me beliscar um pouquinho pra acreditar que a viagem aconteceu e que foi ótima do jeito que foi, aqui estou escrevendo o que será uma série de posts com todos os detalhes que eu puder dar e muitas, mas muitas fotos. Eu decidi separar os posts de acordo com cada lugar por onde eu passei, seguindo o cronograma que eu fiz. Então temos: MilãoLago ComoVeneza, Florença e Cinqueterre. Espero que vocês possam sentir um pouquinho da mágica que todos esses lugares tiveram pra mim!

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Burano é uma ilha localizada nos arredores de Veneza, na Itália. Parece uma cidade cenográfica de tão charmosa, com casas MUITO bem cuidadas e janelas maravilhosas com uma variedade tão linda de floreiras!

Depois de pesquisar muito, resolvi incluir Burano no roteiro da minha viagem porque era um lugar muito bem comentado nos blogs de viagem. Cheguei lá com a expectativa altíssima e por conta disso eu me decepcionei um pouco, mas ainda continuo achando que Burano merece sim ser visitado e vou explicar direitinho o porquê.

Aproveitei para visitar Burano enquanto eu estava em Veneza. Eu não lembro exatamente quanto custou o barco até lá, mas acredito que foi em torno de 13 Euros e não é uma viagem muito longa. À primeira vista parece um lugar qualquer, a entrada é bonitinha, tem flores e uma escultura que achei muito legal, tudo limpo…e é só. Mas basta se infiltrar um pouco mais na cidade e a gente já descobre umas ruas bem ao estilo de Veneza, só que cheias de cor!

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Cheguei em Burano pensando em fazer compras porque li sobre os trabalhos de renda que são vendidos lá, mas depois de olhar 10 lojas eu desisti porque achei a produção cara, muito simples e tudo igual. Não quero desmerecer o trabalho deles, mas depois de ver os trabalhos em renda do Nordeste do Brasil, é impossível não fazer comparações. No entanto, acabei gastando o meu dinheiro em uma loja de doces que vinham em latinhas decoradas (e são lindas!). Andei em Burano de ponta a ponta e depois de algumas horas já estava louca para ir embora. A gente resolveu almoçar por lá mas não encontramos nenhum restaurante legal e acabamos comendo um lanche caro (uma delícia, mas caro). Minha impressão no geral é de que os moradores são um pouco mal-humorados, não gostam muito dos turistas e não havia muitas coisas para fazer por lá além de admirar as casas e tirar fotos (que aliás, dá pra fazer umas fotografias bem criativas, o que não foi o meu caso, infelizmente haha). Ainda acho admirável o cuidado que eles tem com a ilha e com as casas, isso faz de Burano um lugar único.

Minha sala de estar

Algumas notas sobre

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Ontem eu estava testando algumas funções na minha câmera nova (eu tenho uma câmera nova yeyyy) e aproveitei para tirar algumas fotografias da minha sala de estar, pra fazer um before/after de quando ela estiver decorada do jeito que eu quero. Logo que eu mudei pra esse apartamento, achei que seria super difícil de definir um layout pra essa sala porque ela é grande e até então eu sempre peguei projetos de salas pequenas, onde só existia praticamente uma opção de layout para caber os móveis, mas foi muito tranquilo. O meu objetivo é gastar o mínimo possível de dinheiro e isso está sendo possível porque eu já possuía o item que costuma ser o mais caro da sala: o sofá. Um armário pequeno que comprei em uma garagem sale do Lago sul vai ficar embaixo de onde coloquei os quadros e o móvel da TV e mesa do computador são projetos de marcenaria. A mesa de jantar ainda é um mistério, mas vai ficar nessa área em frente à varanda e a mesa de centro vai ser fruto de um DIY. Em breve eu posto o board com as minhas inspirações.

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Perry e Dinha correndo na sala, uma cena muito comum

A cortina e os quadros que estavam na lista de decoração já aparecem nessas fotos. Eu queria uma parede com várias molduras e várias artes expostas (maioria presentes e produção de amigos do curso de Artes visuais lá da UNB) mas só estava encontrando molduras caras, então eu tive um trabalhinho a mais, mas consegui economizar fazendo algumas delas à mão. O calendário comprei em uma feira de produtos autorais aqui de brasília em que participei representando a Papelle (acho ele um amorzinho).

Já está confortável, mas falta o conforto para os meus olhos de designer de interiores haha

Se quiser dar sugestões ou dar a sua opinião sobre o que você achou, não esquece de deixar um comentário!

Loucuras anunciadas Goya

Diário

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VOLTEI 🙂

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Essas são fotografias da área interativa da exposição “Loucuras anunciadas – Goya” que está em exibição até o início de Abril aqui em Brasília, Na Caixa cultural. Eu gostei muito da exposição, que é composta principalmente por gravuras. São traços complexos e executados com muita perfeição, além disso, o tema das obras é muito profundo. Eu fiquei apaixonada por uma obra chamada “lealdade” (a única que mostro nesse post), que mostra um senhor(?) em uma situação de acusação enquanto tenta se manter firme e, daí o título penso eu, leal. Eu fiquei um bom tempo ausente aqui do blog, em parte porque eu não sabia direito o que postar, em parte porque eu nem vi o tempo passar de tão ocupada que eu fiquei nos últimos meses. E acho que eu precisava me reservar um pouco para voltar a encontrar equilíbrio e organizar a minha vida.

Vale muito a pena uma visita na Caixa Cultural porque, além da exposição do Goya, tem uma exposição do Salvador Dalí, com várias obras maravilhosas e bem diferentes do estilo das obras dele mais conhecidas. Também tem uma exposição da Tomie Ohtake (mas confesso que dessa eu não gostei tanto ¯\_(ツ)_/¯ ).

Feliz ano novo.

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Veneza

Viagem

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Esse é o terceiro post da minha viagem para a Itália em Maio/Junho de 2017 sobre a maravilhosa Veneza (os primeiros posts foram Milão e o Lago de Como).

Nosso trem partiu de Milão em direção à Veneza mais ou menos às 13:30. Esse percurso durou cerca de duas horas (mesmo com algumas paradas) e foi uma viagem bem tranquila, com um trem relativamente vazio. Eu não sabia muito bem o que esperar de Veneza porque ouvi e li comentários negativos, que Veneza tinha um cheiro horrível, que era deprimente e que não era tão bonita como parecia nas fotos. Confesso que as minhas expectativas foram ficando cada vez mais baixas. Daí que Veneza é dividida entre a parte famosa e mais turística (com os canais e etc.) e uma parte mais ~terrestre~ vamos dizer assim. O trem chega por essa parte não famosa da cidade e faz uma primeira parada (existem duas estações em Veneza) e depois atravessa uma ponte em direção à estação que já fica bem em frente à um canal.

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Quando o trem atravessou a ponte e eu tive o primeiro vislumbre da cidade do jeito que eu conhecia das fotos, eu já fui ficando mais empolgada e curiosa. E praticamente andei dando pulinhos de felicidade depois de sair da estação de trem e ver o primeiro canal e todas aquelas construções em volta dele…

Nosso hotel ficava pertinho da estação de trem e fomos direto pra lá guardar as coisas e aproveitar o dia (já era umas 16:00 mas como era verão, só escurecia depois das 21:00). Recomendo muito o hotel Santa Lucia porque valeu cada minuto que eu perdi pesquisando em busca de conforto com um bom preço. Achei hospedagem em Veneza muito cara e até os hostels não eram muito vantajosos. Reservei esse hotel diretamente pelo site deles e custou cerca de €70 a diária para duas pessoas em um quarto sem banheiro. Eu fiquei com bastante medo de que a minha tentativa de economia desse prejuízo, mas chegando lá a recepção foi muito atenciosa e, embora o quarto não tivesse banheiro dentro, o banheiro ficava logo em frente ao quarto (mais de um banheiro inclusive) e durante as duas noites que ficamos lá não encontramos com nenhum outro hóspede e os banheiros estavam sempre limpos e secos. Além do mais tinha uma pia dentro do quarto, o que facilitava não precisar sair pra escovar os dentes e lavar as mãos. Um amigo do meu irmão pagou exatamente o mesmo preço que nós (€35 porque dividimos tudo) pra ficar em um hostel num quarto dividido com mais 8 pessoas, então só nesse aspecto eu já vejo vantagem em termos ficado nesse hotel.

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Passamos essa primeira tarde/noite (que eu acabei de me dar conta que pareceu um dia realmente longo) só andando aleatoriamente e conhecendo a cidade sem preocupação de ir ver os pontos turísticos e acho que isso, mais do que tudo, foi o que me fez amar Veneza de verdade. Meu irmão já tinha estado lá, então eu fiquei muito despreocupada de a gente se perder e coisas do tipo, só fui. E a gente andou MUITO. Se surgia uma rua que parecia interessante a gente entrava nela sem dó e isso foi revelador e divertido. Achei Veneza muito misteriosa, dá a sensação de que você nunca vai conseguir conhecer tudo o que existe por lá.

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venezaPerdemos a conta de por quantas ruas já havíamos passado e chegamos no que parecia ser o outro lado da cidade, onde tinha um parque. Era bonito, mas nada de diferente e então vimos umas cabines de venda e uma entrada fechada, que custava €35 por pessoa. Meu irmão achou que esse valor era pra entrar nesse parque e eu não me preocupei em descobrir do que se tratava e mais tarde acabei descobrindo que era a Bienal de arte de Veneza (!) e eu me arrependo muito de não ter entrado. Muito mesmo. Talvez fosse por isso que a cidade transpirava arte. A gente entrou em exposições de fotografia, instalações e vimos várias esculturas legais espalhadas por toda Veneza. Sem mencionar os adolescentes que andavam pra lá e pra cá com telas e materiais de pintura. Não sei se as coisas são sempre assim por lá, mas enquanto estive lá foi bonito de ver.

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Veneza

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Veneza

É difícil de descrever o quanto eu achei Veneza bonita e acho que nenhuma foto faz justiça. Passamos as últimas horas de luz desse dia perto da sereia azul, sentados em uma “esquina” com uma vista linda do canal. Un fascino.

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Veneza

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Jantamos em um lugar muito bonitinho próximo ao hotel (eu infelizmente esqueci o nome do restaurante, sorry :/) e eu fiquei bem feliz quando começou a tocar “blister in the sun” nesse lugar.

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SEGUNDO DIA

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No nosso segundo dia em Veneza nós andamos o dobro do dia anterior. Pela manhã andamos até a outra ponta da cidade, uma área com pouquíssimos turistas. Fiquei muito contente de chegar em uma esquina e perceber que eu estava exatamente no mesmo lugar de uma foto que eu tinha achado linda no pinterest:

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Esse também foi o dia em que visitamos a Piazza San Marco  e foi o lado de Veneza que menos me interessou. Não que seja feio ou ruim, pelo contrário. Mas depois de ver tanta coisa diferente nas vielas cheias de água, os monumentos ficam em outro nível. Ainda assim a igreja é incrível. Precisei pagar €1 por um pedaço de feltro para cobrir os ombros na entrada da igreja.

Passamos no supermercado e seguimos bebendo e comendo salgadinho na beira do Grand Canal…quando um rapaz da Turquia, que estava fazendo um mochilão sozinho, começou a conversar com a gente e acabamos dividindo uma pizza e uma conversa em inglês que passava pelo coreano, turco e português hehe

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Não fizemos o passeio de gôndola porque achamos desnecessário considerando o quanto podíamos gastar e não tivemos interesse o suficiente, mas acho que deve ser lindo, quem sabe em uma próxima vez…

Gastei muito dinheiro com água porque eu esquecia de levar a garrafa, mas lá em Veneza existem várias torneiras/fontes onde é possível encher a garrafa.

Não achei a cidade fedida e estava MUITO calor.

Fiquei um dia e meio em Veneza (no outro fomos pra Burano) e vi muita coisa que eu gostaria de poder apreciar com mais calma, então acho que vale a pena ficar mais tempo na cidade.

Cuidado na estação de trem! Furtaram a minha madrasta quando ela estava se organizando com as malas no trem e quando eu estava pegando o trem de volta um homem veio pegando a mala da minha mão me “ajudando” a carregar e parecia que ele era um funcionário da estação, mas na realidade ele estava pedindo dinheiro. O problema é que eles ficam fazendo isso de uma forma agressiva e depois de colocar a minha mala no compartimento ele tentou puxar a minha bolsa pra me ajudar a carregar ela também lol. Depois ele foi super agressivo pedindo dinheiro. Foi o único trem em que encontrei problemas desse tipo.

Próximo post vai ser sobre Burano!

Um beijo 🙂

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Fotografias do museu nacional

Fotografia

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Esse semestre eu estou cursando uma disciplina de fotografia e resolvi começar a compartilhar algumas das fotos que tenho feito aqui porque eu acho que são capturas muito bonitas (modéstia à parte haha). Nesse post estão as fotografias do Museu Nacional da República – projeto do arquiteto Oscar Niemeyer – e o objetivo era “brincar” com o construtivismo na fotografia, isso é, produzir imagens com bastante contraste, jogo de luz e sombra e com formas e texturas que evoquem outros elementos, além do objeto fotografado em si. Eu não editei as fotos, nem sequer cortei (as que aparecem em preto e branco foram feitas com essa opção de filtro da câmera), mas estava fazendo um dia lindo e não havia nenhuma nuvem sequer nesse clássico céu azul de brasília…

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Beijos e até o próximo!

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Xilogravura

Arte

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Semestre passado eu participei de uma disciplina chamada “introdução à gravura”, que é uma matéria obrigatória do curso de artes visuais lá na UNB. Já fiz um post anterior comentando sobre uma das coisas que produzimos nessa mesma disciplina – o ex libris – que utilizava basicamente o mesmo processo da xilogravura, com a diferença de que o material utilizado era a borracha e não a madeira (no meu caso acabei fazendo nos dois materiais porque tive muita dificuldade em lidar com a borracha). No post de hoje eu quero falar mais sobre a xilogravura em si e sobre as minhas primeiras impressões.

“Xilogravura ou xilografia significa gravura em madeira. É uma antiga técnica, de origem chinesa, em que o artesão utiliza um pedaço de madeira para entalhar um desenho, deixando em relevo a parte que pretende fazer a reprodução. Em seguida, utiliza tinta para pintar a parte em relevo do desenho. Na fase final, é utilizado um tipo de prensa para exercer pressão e revelar a imagem no papel ou outro suporte. Um detalhe importante é que o desenho sai ao contrário do que foi talhado, o que exige um maior trabalho ao artesão.” (Fonte: Wikipedia)

O nosso desafio era produzir três cópias idênticas utilizando a mesma matriz (matriz é esse molde de madeira talhado com o meu desenho). Teoricamente parece algo simples, mas na prática é um trabalho enorme e parece impossível fazer uma cópia exatamente igual a outra. Nós utilizamos goivas para fazer o encave na madeira (e de brinde ganhamos alguns cortes nos dedos hehe), tinta offset (que leva uma vida inteira pra secar) e nossa prensa para realizar a impressão era uma colher de pau (!).

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Minha primeiro xilogravura era o desenho da mulher com algumas listras de fundo. Mas na segunda parte do trabalho, eu retirei essas listras da matriz (tornou-se uma matriz perdida) e gravei outro fundo na parte de trás da madeira. Então era necessário imprimir primeiro um lado e em seguida, cuidadosamente, imprimir o outro lado. Eu gostei bastante do resultado e acho que esse é um dos meus trabalhos preferidos, que eu chamei de “selfie“. As impressões no papel vegetal foram as melhores porque era possível visualizar claramente os locais em que a tinta já estava se prendendo ao papel e onde ainda haviam falhas a serem corrigidas.

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Depois de experimentar todo esse processo acho que eu comecei a valorizar mais essa arte <3

Beijos e até mais!

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Ex Libris

Arte

No primeiro semestre desse ano uma das matérias que cursei na UNB foi introdução à gravura. A disciplina foi dividida em vários tópicos e um dos meus preferidos é o tema desse post: ex libris. De acordo com a WikipediaEx libris (do latim ex libris meis) é a expressão que significa, literalmente, “dos livros de” ou “faz parte de meus livros”, empregada para associar o livro a uma pessoa ou a uma biblioteca. A inscrição pode estar inscrita numa vinheta colada em geral na contra capa ou página de rosto de um livro para indicar quem é seu proprietário. A vinheta em geral contém um logotipo, brasão ou desenho e a expressão “Ex libris” seguida do nome do proprietário. É possível que contenha um lema, ou citação.” Meu professor explicou que a ex libris agregava valor à livros da coleção de autores famosos e que era comumente utilizada por eles.

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Não sei exatamente explicar a razão de eu ter gostado tanto desse tópico, mas a produção de ex libris da minha turma inteira era muito interessante e muito característica de cada um. O processo de produção foi trabalhoso pois utilizamos goivas para fazer o encave na borracha, mas nesse material eu não consegui executar o nível de detalhamento que eu queria, então acabei fazendo a minha ex libris no MDF. A impressão consiste em preparar a tinta offset, utilizar um rolo de borracha sobre a matriz e em seguida utilizar uma colher de pau para fazer a gravação no papel. O objetivo era conseguir no mínimo duas cópias idênticas e só depois de muuuuitas impressões é que isso foi possível (no meu caso). É um processo arcaico, mas único e muito prazeroso de ver o resultado. Abaixo seguem algumas imagens da minha matriz, de algumas impressões e dos meus livros já carimbados com a minha representação:

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Salto do Itiquira

Viagem

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Depois de 4 anos morando em Brasília, em termos de passeio, a lista de coisas para fazer por aqui ficou bem curta. Mas cachoeira é o que não falta no entorno e enquanto eu não consigo me organizar pra visitar a tão famosa Chapada dos Veadeiros, me permito ficar bem feliz com o Salto do Itiquira, que fica mais ou menos a duas horas de carro partindo de Brasília. Não acho um lugar tão legal assim para tomar banho porque a área com mais profundidade de água sempre está muito lotada (as duas vezes que eu fui era final de semana) mas o complexo é muito bonito e bem cuidado e acompanhar a queda d’água – que é altíssima – vale a visita.

LEIA MAISMinha primeira vez em Itiquira | Cachoeira poço azul