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As mentiras de Heloísa

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Hoje eu vou recomendar uma leitura leve, inclusiva e muito divertida: o livro “as mentiras de Heloísa”, um romance de E.M Valentim, porque em Junho celebramos o mês do orgulho LGBTIQ+. Pode ler com tranquilidade, sem spoilers!

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Este livro eu encontrei por um mero acaso entre os ebooks gratuitos disponibilizados pela Amazon. Não criei muita expectativa, embora o título tenha chamado a minha atenção, mas não demorou muito para que eu ficasse completamente envolvida. O motivo? A história se desenvolve entre um grupo de amigos LGBTIQ+!

LEIA TAMBÉM: Graphic novel Retalhos | Suspense psicológico

Sinopse de “As mentiras de Heloísa”

Após uma decepção amorosa e um ano morando longe com seus avós, Lídia retorna para casa, durante o mês de férias, decidida a se reaproximar de sua irmã Heloísa. Aos poucos, Heloísa permite que Lídia faça parte de sua vida, confidenciando a sua irmã segredos que ela se esforça em esconder dos pais religiosos, além de incluir Lídia entre o seu grupo de melhores amigos. Mas será Lídia digna de toda essa confiança?

A história é bem atual e fez eu me sentir parte dos diálogos. No entanto, meu aspecto favorito nessa trama foi o tema desenvolvido entre os relacionamentos dos personagens. Foram colocadas questões sobre o uso de pronomes, sexualidade, rivalidade feminina, machismo… mas sempre de forma muito delicada e completamente dentro da narrativa. Não fiquei com aquela sensação de uma ideia sendo enfiada goela abaixo, sabe?

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É uma leitura que vale muito a pena, principalmente se você estiver procurando um romance com personagens jovens adultos mais realistas. O ebook está gratuito no kindle unlimited e na versão em inglês (clique aqui para baixar). Mas para quem quiser comprar em português (clique aqui), está custando menos de R$10,00! Sendo que “até o dia 25 de junho de 2021, serão doados 50% dos direitos do autor sobre as vendas deste livro para uma casa de acolhimento LGBTQUIA+ no Brasil“, segundo consta na página do livro na Amazon.

Salve a imagem abaixo no Pinterest para lembrar depois!

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O que eu achei do livro vocação para o mal

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Vocação para o mal (título original em inglês career of evil) é o terceiro livro da série sobre o detetive Cormoran Strike, do autor Robert Galbraith (pseudônimo de J.K. Rowling).

Livros de suspense, principalmente suspense policial (olá amantes de Agatha Christie, Stieg Larsson, Conan Doyle e afins) raramente me decepcionam e, ao mesmo tempo, precisam de muitas coisas para me surpreender, que foi exatamente o caso de vocação para o mal.

Sinopse de vocação para o mal

Quando um misterioso pacote é entregue a Robin Ellacott, ela fica horrorizada ao descobrir que contém a perna decepada de uma mulher. Seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, fica menos surpreso, mas não menos alarmado (fonte: editora Rocco). Três suspeitos, trazidos do passado do detetive, passam a ser investigados, levando a narrativa para três histórias dentro de uma e explorando diferentes aspectos de crimes brutais.

Não consegui mais pausar a leitura

Precisei de um mês para concluir a leitura (com várias outras leituras em andamento), o que pra mim é um tempo bem curto para concluir um livro de 496 páginas. A história vai se desenvolvendo e você não apenas quer saber sobre quem enviou a perna – e porquê – mas também qual será o próximo passo do assassino e do detetive. Além disso, a narrativa vai envolvendo outros personagens interligados com os personagens principais e desenvolvendo mais sobre a vida deles também.

Gosto muito do personagem principal, o detetive Cormoran Strike. Robert Galbraith (que por sinal tem um site muito legal) criou uma história de vida para ele cheia de ganchos interessantes e dá vontade de descobrir mais não apenas sobre a parte policial, mas também sobre a vida pessoal dele, com relacionamentos conturbados, tanto amoroso como familiar.

Outra coisa bem legal desse livro em específico é que os capítulos tem trechos de música da banda Blue Öyster Cult, que envolvem toda a narrativa. Gosto muito de uma música deles “(don’t fear) the reaper” que tocou no final da segunda temporada de Orange is the new black e achei bem legal ir conhecendo as outras músicas enquanto lia a história.

Pontos negativos sobre a leitura

SPOILER!!! SPOILER!!! SPOILER!!! SPOILER!!! SPOILER!!!

Eu não lembro de nos outros dois livros dessa série – O chamado do cuco e o bicho-da-seda – o relacionamento da Robin com o Strike estar caminhando tanto pra um romance. Isso foi um ponto que me incomodou muito (opinião completamente pessoal, ok?) porque eu via a Robin como uma personagem muito sensata e profissional e, embora o noivo dela seja um personagem bastante intragável (sempre achei), nunca pensei que funcionaria uma paixão entre ela e o detetive. No máximo, um casinho. E justo nesse livro, tanto ela quanto o Strike tem uns momentos muito patéticos e que não parecem encaixar direito com o que eu já tinha de contexto sobre os dois.

Achei um pouco forçada a possibilidade de um relacionamento entre os dois.

Vocação para o mal tem muitas críticas relacionadas com feminicídio, o que é ótimo! Especialmente considerando-se alguns posicionamentos polêmicos da J.K Rowling. E então surge uma rivalidade feminina um tanto desnecessária, por causa de um homem (surprise surprise), com uma personagem que nem chegou a ser desenvolvida, que apenas é colocada na história como “vilã”, a mulherzinha vaziaquedormiucomfulano e quer destruirorelacionamentodaciclana.

Quem é que tem paciência pra isso em 2020?

Sobre o suspense em si, eu geralmente não sou muito exigente pra que a história tenha todos os pontos muito bem fechados. Ainda assim achei que alguns desfechos (lembre que são três casos dentro de uma história só) foram muito bobos considerando que o plot foi tão bem desenvolvido no começo e no meio.

Minha limonada favorita com limão siciliano e hortelã acompanhando minha leitura no dia das fotos para esse post

Apesar de todas essas considerações negativas, quando eu finalizei o livro fiquei super triste pensando que ainda teria que esperar muito até o próximo livro ser lançado. E fiquei MUITO feliz quando logo depois descobri que na verdade já havia sido lançado e traduzido para o português, e já estou lendo o quarto livro: branco letal (consegui o e-book na amazon por R$13,00).

Links para comprar Vocação para o mal:

Em português: Amazon | Em inglês: Book depository

Esse post contém links de afiliado. Caso você efetue alguma compra seguindo os links, uma pequena porcentagem vai para o blog.

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Livro retalhos: resenha

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O livro Retalhos – título original Blankets – do autor Craig Thompson, foi publicado pela primeira vez em 2003 e trata-se de um romance gráfico (gênero mais conhecido pelo termo inglês graphic novel) autobiográfico onde o autor descreve sua infância com uma criação cristã rigorosa, seu primeiro relacionamento amoroso e suas percepções enquanto adulto em formação. O autor soube utilizar muito bem a mistura entre desenhos e palavras, criando uma história forte e delicada, com cenas muito tocantes revestidas de uma sutileza profissional.

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A história se divide em várias partes e segue uma estrutura que ora descreve o momento presente ora descreve o passado, criando contexto para as ações e pensamentos do personagem narrador. Certas partes da história só são possíveis de compreensão se os desenhos forem observados atentamente e isso é incrível para as descrições de momentos mais graves, porque através do desenho ele consegue contar o que aconteceu dando a devida importância ao mesmo tempo em que ameniza o impacto que as palavras teriam.

O livro Retalhos possui 592 páginas, mas a leitura é bem dinâmica (terminei em cerca de uma semana sem precisar fazer uma leitura corrida). O relacionamento entre irmãos é um dos temas na história que merece bastante atenção. Culpa, carinho, julgamento e confiança, entre outros sentimentos, são explorados de maneira muito bonita e melancólica (lembrei de várias situações da minha infância). A questão religiosa também tem em um peso enorme sobre tudo o que vai acontecendo na vida dele, as escolhas que ele faz e como ele reage com relação aos seus impulsos naturais.

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O autor Craig Thompson é americano e nasceu no ano de 1975 em Traverse, Michigan. Trabalhou como designer em uma editora e publicou sua primeira graphic novel “Good-bye, Chunky Rice” em 1999, mas foi o livro Retalhos que lhe trouxe a fama acompanhada de vários prêmios de literatura. Ele também é autor de Habibi, outra graphic novel que estou com muita vontade de ler, baseada na cultura islâmica.

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Eu definitivamente indico a leitura. Fiquei bem feliz de saber que ele está escrevendo a parte II (dá pra companhar o processo dele pelo instagram ó https://www.instagram.com/spacedumplins/ ).

Você encontra esse livro para compra na Amazon: Comprar livro retalhos na Amazon 

(esse é meu link de afiliada, o preço permanece o mesmo pra você mas eu ganho uma % da compra. Lembrando que todas as opiniões desse post são honestas e escritas por mim a partir da minha própria opinião)

Para quem se interessou pela leitura, vale a pena ler também: Resenha: Maus

 

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Suspense psicológico

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A primeira vez ouvi falar de “a garota no trem” foi em um grupo de whatsapp, com dois amigos fazendo uma espécie de código com as palavras para não distribuírem spoilers indesejados. Foi então que eu percebi que aquele livro que eu estava vendo em todos os lugares na internet e que não parecia tão legal poderia me surpreender. Peguei uma sessão sozinha no cinema e lembro de ficar me encolhendo de agonia (e de chateação porque tinha um casal do meu lado que não parava de discutir a história enquanto o filme passava). Depois resolvi ler o livro porqueolivroésempremaisdetalhado. Mas tanto em relação a “Garota exemplar” quanto “A garota no trem”, o filme é bem fiel ao livro, pouquíssima coisa muda e o final é o mesmo.

“Garota exemplar” é um livro da Gillian Flynn que conta a história de um marido desesperado para encontrar a esposa desaparecida e que acaba por se tornar o principal suspeito do desaparecimento ou, possivelmente, do assassinato dela. O interessante é que a história, que começa girando em torno dele, ao poucos vai passando para ela, que deixa de ser apenas a esposa exemplar desaparecida e começa a ser mostrada como uma personagem fortíssima. Acho que é nesse ponto em que eu encontrei a semelhança com “A garota no trem”, livro de Paula Hawkins, que tem três narradoras diferentes, todas mulheres. Elas começam como estereótipos tão clichês – aquela que não consegue superar o fim do relacionamento, a esposa perfeita, a amante que só pensa em roubar o marido de outra – e vão ganhando um novo sentindo quando as conhecemos melhor. Nesse livro, uma mulher que sempre pega o mesmo trem acaba se envolvendo com a investigação do desaparecimento de uma outra mulher que ela costumava observar sempre que o trem passava pela residência dela.

Nas duas histórias há um suspense psicológico. São histórias distantes da realidade, de certa forma, mas que descrevem incrivelmente bem sentimentos e situações que as mulheres costumam enfrentar diante da sociedade e em meio a relacionamentos abusivos (que não parecem abusivos, mas que são). Pessoalmente, foram dois livros que me fizeram amadurecer e prestar atenção em coisas que antes eu não notava.

LEIA MAISFilmes de suspense | Realidade cruel

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Resenha: Maus

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No post de hoje eu resolvi escrever uma resenha (e encher com essas fotos que eu amei tirar e editar) dessa história em quadrinhos que demorou muito a me interessar e me deixou aos prantos em várias páginas. “Maus” é uma espécie de biografia dentro de biografia em que o autor descreve o cotidiano dele, no momento em que a história está sendo escrita, principalmente a relação complicada que ele tem com o pai – um judeu polonês que vivenciou o holocausto em campos de concentração – de quem a história realmente trata.

Eu já comentei uma vez que tenho muita dificuldade de ler histórias em quadrinhos. Não sei se eu tenho algum problema de distração, mas ou eu olho o desenho ou eu leio (e geralmente eu acabo só olhando o desenho). Por essa razão, o único quadrinho que eu lembro de realmente aproveitar a leitura nos últimos anos foi peanuts. Comecei a ler “Maus” mais ou menos pela mesma razão que há 16 anos eu li “A metamorfose” do Kafka: tédio.

O livro estava à disposição e eu não tinha vontade de fazer mais nada, então li uma página, depois outra e quando eu me dei conta, estava muito chateada com um personagem da história. E conforme a leitura ia avançando, mais sensível e séria a história foi se tornando, e os personagens foram ficando cada vez mais complexos. Uma das coisas que eu achei interessante e que por si só já vale a leitura, é que a história mostra a vida do Vladek (o pai) antes, durante e depois da guerra. Não é simplesmente uma história sobre o Holocausto, é uma história muito realista sobre alguém que sobreviveu a ele. Mas além disso, tem os desenhos maravilhosos do Art Spiegelman, que colocou os personagens de diferentes etnias como diferentes animais, o que torna os episódios mais fáceis de serem compreendidos e alivia um pouco o peso durante a leitura de imaginar humanos passando por todo aquele sofrimento. Acho muito importante leituras desse tipo porque ajudam a abrir a mente para problemas que nós enfrentamos agora.

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Se você já leu ou depois que ler, não esquece de deixar um comentário me contando o que achou!

LEIA TAMBÉM: Resenha de Eleanor e Park | A imortalidade – Milan Kundera | A coisa terrível que aconteceu com

Um beijo e até o próximo :*

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100 livros em um ano 2015

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Em 2014 eu me dei uma meta de ler 100 livros em um ano. Consegui? Não. Mas li muito mais do que em todos os anos anteriores juntos! Daí que até que eu consiga cumprir essa meta, os 100 livros em um ano serão uma tradição na minha vida (aqui um vídeo com os livros que eu pretendia ler). Como a minha área de trabalho envolve pesquisa constante, o objetivo é que alguns livros não sejam puramente de entretenimento, embora no fim das contas eu adore as leituras mesmo assim.

Algo que me ajudou muito a melhorar o meu hábito de leitura, foi comprar um Kindle. Não gosto muito de ficar andando com peso, especialmente em viagens e com o e-reader dá pra ler de qualquer lugar (cabe em todas as minhas bolsas, sério, foi uma das compras mais legas que eu já fiz). Outra coisa que está me ajudando não só a aumentar a quantidade de livros, mas a sair da minha zona de conforto literária é participar mais ativamente do clube de leitura. Estou em dois – clube do liro da Noelle e o clube de leitura serendipity. Coloquei link nos livros que já resenhei/comentei e classifiquei as minhas leituras preferidas com corações.
  1. O mar de monstros (Rick Riordan)
  2. 50 tons de cinza (E.L. James)
  3. Kafka para sobrecarregados (Percy, Allan)
  4. O chamado do cuco (Robert Galbraith aka J.K. Rowling) ♥
  5. A sombra do vento (Carlos Ruiz Zafon) ♥♥
  6. A imortalidade (Milan Kundera) ♥♥♥
  7. 100 dias em Paris (Tania Carvalho)
  8. A guerra dos tronos (George R.R Martin) ♥♥♥
  9. Sobrevivente (Chuck Palahniuk) ♥♥
  10. Nos bastidores da pixar (Bill Capodagli, Lynn Jackson)
  11. O mágico de Oz (L. Frank Baum)
  12. The phanton of the Opera
  13. Procuram-se super heróis (Bel Pesce)
  14. Comer, rezar e amar (Elizabeth Gilbert) ♥
  15. Gênios da arte: Dalí (Girassol)
  16. A festa da insignificância (Milan Kundera) ♥
  17. A história da arte (E.H Gombrich) ♥
  18. Sintaxe da linguagem visual (Donis A. Dondis)
  19. Teorias da arte moderna (Chipp, Herschel Browning) ♥
  20. Não sou uma dessas (Lena Dunham) ♥
  21. Como ser uma parisiense (BEREST, ANNE; Mas, Sophie; Maigret, Caroline De Fontanar) ♥
  22. Caixa de pássaros (Josh Malerman) ♥♥
  23. O diário de Anne Frank ♥♥♥
  24. Berenice (Edgar Allan Poe) ♥

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Li um pouco menos que em 2014, mas já comecei 2016 lendo alguns muito, muito bons! Indicações, sugestões e etc. só deixar em um comentário 🙂

Beijos e até o próximo!

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Resenha do livro A imortalidade de Milan Kundera

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“- Imagine que você tenha vivido num mundo em que não existissem espelhos. Você teria sonhado com o seu rosto, o teria imaginado como uma espécie de reflexo exterior daquilo que se encontra em você. E, depois, suponha que com quarenta anos tenham te estendido um espelho. Imagine seu espanto. Teria visto um rosto totalmente estranho. E compreenderia nitidamente aquilo que recusa a admitir: seu rosto não é você.”

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O livro “A imortalidade” de Milan Kundera, é mais um desses livros que eu precisava ler e li no momento certo. O livro é do mesmo autor de A insustentável leveza do ser, inclusive foi por isso que ele me chamou a atenção. O estilo do Milan Kundera é muito marcante, é como se o narrador de repente se transformasse em alguém que está conversando com você sobre os assuntos mais inesperados possíveis e de maneira brilhante.

A história trata exatamente sobre a ideia de imortalidade, o medo que praticamente todos nós temos de sermos esquecidos. Tem vários personagens e várias histórias dentro de uma só, mas que se conectam de alguma forma. Passa longe de ser um livro feliz, daqueles que você termina mais otimista sobre a vida. Pelo menos eu não senti nada disso, pelo contrário. É tudo muito realista e às vezes a realidade é tudo aquilo que a gente não quer. No final você percebe que absorveu coisas da história dos personagens, da história do próprio autor e um pouco mais de você mesmo. É uma leitura profunda e madura.

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A minha edição é da Companhia das letras e eu comprei na Fnac. Eu já tinha procurado pela internet mas não encontrei nenhum lugar pra comprar, então fiquei muito empolgada quando encontrei o livro na estante da livraria, com capa dura e essa ilustração que eu acho linda (♥). Custou R$54,00 e em resumo: valeu a pena.

Beijos e até mais!

A coisa terrível que aconteceu com Barnaby Brocket

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Essa é a história de Barnaby Brocket, um garotinho que flutua, mas nasceu em uma família que odeia anormalidades.
Fiquei curiosa (e apaixonada) para ler esse livro desde que vi a sinopse pela primeira vez lá no skoob. É um livro voltado para crianças, na verdade, e nos primeiros capítulos eu achei que fosse ficar um pouco decepcionada. Mas é possível ficar decepcionada com o John Boyne? Bom, o fato é que a história desenvolve de uma maneira muito inspiradora e eu amei o final. O livro tem metáforas/lições muito interessantes e bem construídas sobre como lidar com coisas fora da nossa zona de conforto – aquilo que a gente acha anormal – e como as nossas ações afetam as pessoas. Vou ler essa história para os meus filhos todos os dias antes de dormir (quando eu tiver filhos lol) mas também deixo a dica pra vocês porque é um livro encantador!
O que eu amei mais ainda no livro impresso é que a cor do texto inteiro é roxa e ele é cheio de ilustrações, sem falar nos cartões postais que aparecem em alguns capítulos…
PS: Perry participou das fotos em homenagem ao Capitão W. E. Johns hehe
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Meta de 100 livros em um ano

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Em meados de Março desse ano eu comentei em um post que ia seguir uma meta de ler 100 livros em um ano. Um objetivo um pouco ousado considerando que três meses já haviam passado nesse momento… mas pelos meus cálculos eu ia conseguir se lesse mais ou menos 11 livros por mês. Eu só não previ que alguns livros seriam muuuuuito longos e não contei com os meus dias de preguiça, em que eu simplesmente não estava afim de ler/ver/ouvir nada (hehe).

Mas eu não desisti. Fui aproveitando a experiência conforme o meu próprio ritmo e estou muito orgulhosa disso. Acho que eu nunca mais vou conseguir ficar sem ler nada. De certa forma eu gostei de todos os livros dessa lista (só não tive paciência para terminar o livro 37), mas resolvi marcar com 3 corações aqueles que realmente mexeram com as minhas emoções, e com 1 coração aqueles que me encantaram. Coloquei link nos livros que já resenhei/comentei.
  1. Percy Jackson e o ladrão de raios (Rick Riordan)
  2. Cem anos de solidão (Gabriel Garcia Márquez)
  3. O oceano no fim do caminho (Neil Gaiman) ♥
  4. Nudez mortal (J. D. Robb)
  5. Van Gogh – A vida (Naifeh e Smith)
  6. A insustentável leveza do ser (Milan Kundera) ♥♥♥
  7. A culpa é das estrelas (John Green)
  8. A história dos quartos (Michelle Perrot)
  9. Clube da luta (Chuck Palahniuk) ♥
  10. A coisa terrível que aconteceu com Barnaby Brocket (John Boyne)
  11. Morte súbita (J.K. Rowling) ♥♥♥
  12. Garota exemplar (Gillian Flynn)
  13. Assassinato no expresso oriente (Agatha Christie)
  14. Todo dia tem uma merda (Izzy Nobre)
  15. Memórias de minhas putas tristes (Gabriel Garcia Márquez)
  16. O palácio de inverno (John Boyne)
  17. Holocausto brasileiro (Daniela Arbex)
  18. Eleanor e Park (Rainbow Rowell) ♥♥♥
  19. Bonequinha de luxo (Truman Capote) ♥
  20. O exorcista (William Peter Blatty)
  21. O pistoleiro (Stephen King)
  22. O morro dos ventos uivantes (reli) (Emily Brontë)
  23. Guia prático de marketing
  24. A arte de escrever (Athur Schopenhauer)
  25. O que aprendi sobre redação e posso lhe ensinar (Hilton Gorresen)
  26. Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios (Marçal Aquino) ♥♥♥
  27. Um dia (David Nicholls)
  28. Harry Potter e a pedra filosofal (J.K. Rowling)
  29. Harry Potter e a câmara secreta
  30. Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban
  31. Harry Potter e o cálice de fogo
  32. Harry Potter e a ordem da Fênix
  33. Harry Potter e o enigma do príncipe
  34. Harry Potter e as relíquias da morte
  35. Os homens que não amavam as mulheres (Stieg Larsson) ♥
  36. Era uma vez uma utopia (Marcelo Nahon)
  37. O retrato de Dorian Gray (abandonei a leitura no meio) (Oscar Wilde)
O legal disso tudo, além das coisas que eu aprendi com os personagens, é que eu tenho várias coisas novas pra conversar com as pessoas – e comigo mesma. Às vezes, sem querer, antes de dormir eu começo a refletir sobre o que fulano fez no livro tal e fico pensando o que eu faria em uma situação parecida e etc. Melhor do que ficar lembrando das fofocas sobre a vida dos outros, julgando o que não é da minha conta…
E acho incrível poder me identificar com as ideias dos autores porque isso me fez sentir menos sozinha do que eu me sentia. Sabe quando você se pergunta se é a única pessoa no mundo com aquela mania bizarra e não tem coragem de contar pra ninguém? Pois é. Em mais de um livro eu encontrei coisas assim e isso está me fazendo ser uma pessoa mais leve, menos preocupada com as minhas esquisitices. Fui criada em um meio muito religioso e eu não podia ler coisas como “Harry Potter” porque tinha magia, a minha edição de “o morro dos ventos uivantes” tem uma capa que lembra aqueles livros de romance erótico e a minha mãe tinha a maior agonia sempre que me pegava lendo. “O exorcista” então? nem pensar! Eu estava muito curiosa para saber o que todos esses livros tinham de tão secreto. Agora tudo o que eu posso afirmar é que eu tenho em mim um pouquinho de cada um deles. E quero mais.

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Barnaby

Beijos!