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Eu não tenho nada para o meu portfólio!

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Há alguns meses eu estava me comparando com outras pessoas, olhando para o trabalho delas e pensando que “ai meu deos, eu não tenho nada para o meu portfólio!“. Eu até deletei a galeria de imagens que até então eu chamava de portfólio, tamanha foi a vergonha que eu estava sentindo.

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Esse foi um estudo feito em Maio de 2020, para criar uma ilustração em tamanho A2 que misturasse aquarela com bordado
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Eu postei essa aquarela (que eu amei fazer, meu cliente também amou o resultado) em todas as minhas redes sociais, mas não tinha pensado nela como um trabalho para o meu portfólio e agora acho que é um trabalho incrível. Deu pra reparar no bordado com as cores da bandeira LGBT? Tinha absolutamente tudo a ver com a encomenda.

Compare-se com você mesmo

Precisei de esforço para ignorar esse péssimo hábito de me comparar com outros, e resolvi que eu ia medir o meu progresso baseada apenas em mim mesma. Desde então eu comecei a tentar melhorar em tudo o que eu acho importante para o o meu trabalho. No início, foi meio confuso porque eu faço e quero melhorar em muitas coisas. Mas fiz uma lista para organizar os meus pensamentos, objetivos e as habilidades que eu já tinha (para minha surpresa, eram mais habilidades do que eu imaginava).

Esse foi o quarto planner que eu desenhei inteiramente DO ZERO! Acho que eu fico querendo ser modesta dentro da minha própria mente e não pensei que esse não é um trabalho insignificante, necessitou de pesquisa, várias etapas de criação e várias decisões artísticas. Então, vamos lá, mais um para o portfólio 😀
Esse é o produto finalizado. Vendi na Diário Estranho e agora ele está esgotado. A aquarela de capa é de minha autoria, assim como todo o projeto de editoração e toda a encadernação feita à mão por mim.

Mesmo após tudo isso, só há alguns minutos (de verdade) eu me dei conta de que eu tenho muitas coisas legais para incluir no meu portfólio, e eu simplesmente não estava conseguindo enxergar isso!

Esse clique me ocorreu enquanto eu olhava o portfólio de uma ilustradora que eu gosto. Eu estava olhando simplesmente por admirar o trabalho dela (e por achar o layout do portfólio dela super bonito), e então notei que eu mesma tenho vários trabalhos parecidos, a maioria trabalhos que eu fui paga para fazer, e acho que por esse motivo, acabei ignorando que eu dei duro na parte artística deles e não entendi que eles poderiam ser incluídos no meu portfólio.

Eu criei um padrão!
Eu criei um padrão e ele virou a capa de um Sketchbook!

Quando eu entrei na universidade para o curso de Artes Visuais, precisei de apresentar um portfólio, que na época me deixou várias noites insone. Só de lembrar dos trabalhos que eu apresentei lá em 2015, consigo perceber o quanto eu evoluí até aqui e acho que essa evolução é muito legal por si só.

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Falta esforço?

Às vezes eu sinto que falta esforço da minha parte, que se eu me esforçasse mais, essa evolução seria mais rápida e mais notável ainda. É nisso que eu estou trabalhando agora, porém, estou bem feliz de perceber que, mesmo no meu ritmo lento e desfocado, meu trabalho se desenvolveu bem.

Uma aquarela minha de 2016

Isso é muito importante pra mim, especialmente considerando o último mês, quando eu precisei lidar com uma pessoa que nem era minha chefe, nem estava me pagando, mas ficou o tempo inteiro me tratando como se eu fosse incompetente e incapaz (porque essa pessoa no fundo achava que faria o tal trabalho melhor que eu? Acho que nunca vamos saber com certeza, já que eu concluí o trabalho com sucesso <3).

Não seja arrogante!

Eu sempre acabo duvidando de mim mesma, e ser você mesmo o seu pior crítico é inadmissível! Mas tenho pavor de me tornar uma pessoa arrogante como a que eu citei acima. Encontrar o equilíbrio entre se achar a última coca-cola do deserto e se achar um completo fracasso, é o que eu acredito que deva ser buscado. Por isso esse post, para que essa minha pequena e boba experiência possa ser de alguma inspiração e ajudar a melhorar a perspectiva que você tem sobre si.

Beijos e até o próximo! T

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Comprei materiais de arte e livro

Arte Compras

Nas últimas semanas eu me empolguei um pouco e acabei fazendo umas compras online de materiais de arte (e um livro relacionado). Não são muitas coisas, mas custaram vários reais brasileiros e eu não necessariamente precisava delas, mas queria tanto!

Aproveitei que hoje o meu dia foi mais tranquilo e fiz algumas fotografias do meu consumo desenfreado (haha), com spoiler de uma aquarela em produção da gatinha que os meus irmãos adotaram *-*

The art of Heikala é um livro que eu estava namorando desde o ano passado, mas estava esperando uma promoção (ou o dólar ficar mais barato) para poder comprar. No meio do meu último longo bloqueio criativo, eu encontrei ele por um preço que eu podia pagar, e não me arrependi por nenhum centavo gasto.

O livro é lindo e o conteúdo me inspirou tanto que comecei um sketchbook novo e fiquei bem ativa praticando desenho e recomeçando a pintar com aquarela desde então. Aproveitei para comprar alguns materiais de arte citados no livro que eu nunca havia experimentado.

Leia também: estudando desenho gestual | Canais para aprender desenho e pintura

Experimentando novos materiais artísticos

Se dependesse da minha vontade, eu teria comprado a art supply box vendida também na lojinha da Heikala, mas teria me custado uma fortuna e estava esgotada (amém!). Eu não sabia direito o que eram as “coloured inks” que ela mencionava no livro, mas acredito que seja nanquim colorido.

A marca que vem na caixinha de materiais que ela vende parece maravilhosa, mas vamos combinar que Winsor & Newton também tem a sua boa reputação. Aproveitei que é Agosto e pedi 3 cores de presente de aniversário <3

A amarela será uma aquisição futura. Ela era mais importante que a verde pra mim, porque com ela eu poderia misturar com a vermelha e a azul (que veio quebrada e foi devolvida) e formar as outras cores, mas ela não estava disponível para frete grátis, então me conformei com a verde por enquanto.

Material de arte para melhorar a lineart

A pentel pocket brush também foi mencionada no livro e ela é uma delícia de usar. Até então eu estava fazendo a minha lineart com caneta uni pin fine line 0.1mm, que também é à prova d’água, mas que não tem as mesmas possibilidades de traço que a pocket brush proporciona. Achei ela excelente.

E por fim, eu comprei um Goded e um apoio para pincel de cerâmica *-* da cerâmica Lunar. Fazia tempo que eles estavam na minha wishlist e são tão lindos que tornam todo o meu processo de pintar um momento muito mais agradável.

Esqueci de fotografar, mas no meio dessas compras podemos incluir dois blocos de aquarela, ambos da Montval. Um deles é um A4 torchon 270g e um A3 grana fina cold pressed de 300g.

O torchon, eu comprei para experimentar (a textura dele é diferente), e o grana fina, – que foi o melhor custo benefício em se tratando de papéis de aquarela até agora -, veio para estudo, porque eu morria de medo de errar nos papéis mais caros e não estava conseguindo desenvolver muito a minha técnica.

Quando eu tiver testado melhor todos esses materiais, posto uma resenha 🙂

Beijos e até o próximo! T

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Meu processo criativo em uma ilustração

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Quase não acreditei quando olhei para o calendário e descobri que fazia mais de um mês desde que eu publiquei o último post, que era justamente falando sobre retornar a frequência constante de posts por aqui.

Então, para evitar que essa ausência se estenda por mais tempo, decidi mostrar uma ilustração que eu finalizei ontem e escrever um pouquinho sobre o meu processo.

Saindo do bloqueio criativo

Eu tive um bloqueio criativo geral nas últimas semanas e abandonei temporariamente praticamente todos os meus hobbies. Acho que só mantive uma lembrança de “vida normal” porque me dediquei muito ao meu trabalho.

Voltar a desenhar e pintar exigiu um pouco de esforço, mas quando eu começo, o processo todo costuma me fazer muito bem, então sempre vale a pena o esforço, mesmo quando não estou muito afim.

Eu tentei recomeçar fazendo sketchs todos os dias. Pelo menos um esboço completo, só com lápis mesmo, em um sketchbook pequeno (A6). Encontrei o livro da Heikala em promoção – ainda foi caro, mas o preço estava mais baixo do que antes – e essa compra foi um acerto porque o livro me deu o empurrão que eu estava precisando nesse momento para voltar a praticar desenho e para continuar estudando.

De onde surgiu a ideia

Eu não sei se vai ser sempre assim, mas as melhores ilustrações que eu já fiz até agora, incluindo essa do post de hoje, surgiram em sonhos.

A ideia surge em algum momento enquanto eu estou dormindo e eu tenho sempre um impulso de querer levantar e pelo menos anotar a ideia, senão fazer logo um rascunho, mas quase nunca levanto e, às vezes, a ideia fica na minha cabeça por vários dias até que eu faça algo com ela.

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Essa é a ilustração editada, com as nuvens mais brancas e um contraste maior entre os elementos

Acredito que é uma combinação das coisas que eu vejo e penso, na verdade eu li isso em algum lugar, algo assim sobre o processo criativo. Tive um sonho com a personagem deitada em uma nuvem no estilo de balão utilizado em quadrinhos para expressar pensamento, numa espécie de loop onde os pensamentos dela eram a nuvem onde ela se apoiava (?!).

Cometi erros em várias coisas e o resultado final ficou um pouco diferente do que eu queria expressar, achei que a ideia não ficou clara, então eu trabalhei essas alterações no computador.

Eu sonhei com a personagem deitada em uma nuvem no estilo de balão utilizado em quadrinhos para expressar pensamento, numa espécie de loop onde os pensamentos dela eram a nuvem onde ela se apoiava.

O meu objetivo é praticar bastante e aprender o suficiente pra conseguir trabalhar os meus “erros” sem depender de tecnologia. Gosto de arte digital, inclusive é algo que eu também quero fazer, mas como o meu foco agora é arte tradicional, mais especificamente com aquarela, é importante pra mim que eu consiga executar bem a técnica, mesmo que eu não consiga o resultado que eu quero de primeira.

Essa é a aquarela original, sem nenhuma edição, nenhum filtro (eu escaneei)

Então acho que eu vou editar no computador sempre que sentir vontade, mas pretendo refazer o desenho até ficar boa (ou morrer tentando haha).

Até o próximo! T

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Realidade distorcida

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Essa é uma gravura que eu fiz em 2017 na aula de… gravura. Não lembro de já ter compartilhado ela por aqui, mas ela virou uma das capas do planner de estudos que desenhei ano passado para a Diário Estranho.

Pra mim essa gravura tem muitos significados e representa muitas coisas, mas não pretendo falar sobre isso porque uma das coisas mais legais sobre arte que eu aprendi nesses anos de estudo, é que qualquer pessoa pode entender e interpretar o que quiser de uma obra.

E tudo bem. Isso significa que podemos experienciar as obras de arte sem a necessidade de qualquer conhecimento prévio a não ser a vida por si mesma. Não, não precisa ler nenhum livro de história da arte, nem saber quem foi o pintor x ou y ou porque ele usou amarelo ou preto. É mais sobre o que você vai absorver daquilo do que sobre qualquer outra coisa.

E eu já perdi as contas de quantas vezes eu ouvi as músicas do Elliott Smith e de quantas vezes descobri algo novo nessas repetições. Todos os tipos de arte acho que possuem um pouco de mágica.

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Estudando desenho gestual

Algumas notas sobre Arte Slide

Março pra mim começou com um tsunami de compromissos. E de repente, com essa pandemia, aqui estou em casa, praticando a recomendação de distanciamento social e aproveitando para estudar desenho gestual – entre outras coisas – para melhorar a qualidade técnica dos meus desenhos.

Já compartilhei um post com alguns canais no youtube para estudar e aprender desenho. No post de hoje resolvi trazer mais algumas dicas e contar um pouco sobre a minha história/experiência com desenho.

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Desenhando cada pose em apenas alguns segundos

Eu sempre tive muito interesse pelo meio artístico e isso me levou a uma formação em design de interiores, onde eu tive meu primeiro contato REAL com desenho e acabei descobrindo que eu “não era boa” nisso. Na época eu nem tinha aptidão natural para o desenho (algumas pessoas tem) e nem me esforçava muito (a prática faz a perfeição), além de que meu professor de desenho nessa época também não era muito de explicar o que eu devia fazer – ou como eu deveria usar – os 300 diferentes materiais de desenho que ele pediu na lista de materiais.

Eu fiz alguns desenhos à mão nessa época porque fui obrigada, e então arquivei os materiais e segui para a computação gráfica, fazendo maquetes 3D e desenhos em CAD. Até que mudei pra São Paulo (eu morava em Belém – PA) e no meu curso de pós-graduação me deparei novamente com a dificuldade de desenhar. E dessa vez foi pior porque parecia que todo mundo na minha turma dominava o desenho… menos eu. São Paulo era uma maravilha com ofertas de cursos na área artística, além de palestras e workshops e eu comecei a tentar participar de tudo o que eu conseguia. Foi quando iniciei um curso livre de pintura com lápis de cor e comecei a entender outras questões sobre desenho com as quais eu nunca havia me deparado antes.

Quando eu comecei a praticar desenho gestual

Mas só quando eu estava já morando em Brasília (mais ou menos em 2014) foi que comecei a levar a prática do desenho tradicional a sério. Tenho muita dificuldade com auto-controle e geralmente eu mais começo coisas do que termino. Muita dificuldade em continuar MESMO. Mas nessa época eu usei o livro “desenhando com o lado direito do cérebro” para recomeçar a estudar e nunca mais parei definitivamente (tive já alguns períodos de longas pausas na prática e de ter que relembrar como fazer várias coisas) porque logo depois eu entrei no curso de Artes Visuais e aí o que eu não havia conseguido aprender em ANOS eu aprendi em meses.

No curso de Artes Visuais eu aprendi várias coisas nas aulas, mas até agora acho que o meu maior aprendizado mesmo veios dos meus colegas, de livros e de praticar sozinha. Meus colegas no curso tem traços de desenho variados, utilizam materiais variados, alguns não desenham nada (mas fazem outro tipo de produção artística) e em tudo isso eu descobri um mundo de possibilidades. Entrei em contato com desenho digital, colagem, pintura, costura…

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Falando em desenho gestual…

Agora focando o post em desenho gestual, ou gesture drawing, que é basicamente capturar a essência de um objeto ou pessoa em um desenho. Você pode jogar esse termo no google e pesquisar mais sobre isso, mas em resumo, a prática ajuda a melhorar o traço do desenho, melhorar proporção e ajuda no auto-conhecimento do processo individual de cada um. Em uma disciplina na Universidade chamada desenho 1, um modelo ficava no meio da sala, sem roupa, e fazia várias poses que começavam em 15 segundos e iam aumentando gradativamente, até chegar na última pose de 20 minutos. Essas poses de poucos segundos é que possibilitam esses garranchos que você pode ver nas fotos que ilustram esse post.

Atualmente eu estou usando alguns sites (mais abaixo segue a lista) que possuem bancos de imagens boas para desenho gestual e permitem o uso automático de temporizador para cada foto/pose. Estou tentando praticar quase todos os dias – quando não dá, não dá – mas desde que comecei a estudar desenho gestual a sério eu senti muita melhora nos desenhos mais longos e agora tenho mais facilidade para reproduzir certas poses já de cabeça. Fazer esses desenhos rápidos deixa a minha mão mais leve e a minha percepção mais aguçada.

Listinha dos sites para praticar desenho gestual:

  • https://quickposes.com/en
  • http://senshistock.com/sketch.php
  • https://line-of-action.com/
  • https://figurosity.com/

Coloquei todos os que eu conheço porque você pode testar para descobrir de qual gosta mais. Eu comecei utilizando o quickposes, mas sentia falta de alguns outros recursos nele.

Os desenhos que coloquei nesse post foram os primeiros que fiz esse ano, depois de vários meses sem tocar direito no lápis e a minha ideia é continuar praticando e poder compartilhar a minha evolução em um post futuro.

Eu geralmente uso apenas lápis grafite para fazer os desenhos, mas às vezes testo outros materiais (gosto muito de treinar com pastel seco e canetinha/marcadores)

Dúvidas ou sugestões? Deixa um comentário aqui em baixo! 🙂

Beijos e até o próximo post!

Visitei a exposição paisagens de Van Gogh

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No final de Outubro tive a oportunidade de visitar a exposição “Paisagens de Van Gogh“, instalada no shopping Iguatemi aqui de brasília. Van Gogh foi o primeiro artista que me fez ter interesse por pinturas, lá pelos meus 11 anos, quando ganhei de um tio um quebra-cabeça com uma montagem de 10 obras dele. Já gravei um vídeo resenha sobre a biografia dele (dos autores Steven Naifeh e Gregory White Smith) lá no canal e recomendo muito a leitura dessa biografia para quem se interessa mais profundamente pela história do Van Gogh e de suas pinturas. Aqui nesse post vou deixar algumas fotografias que fiz na exposição e comentar um pouco sobre o que eu achei.

Ah, ainda dá tempo de visitar! A exposição vai até o dia 17 de Novembro.

Em referência a obra Flores de amendoeira, de fevereiro de 1890, óleo sobre tela.

Visitar exposições de artistas famosos é uma experiência muito legal e mesmo que eu esteja com a consciência pesada, enquanto estudante de arte, de não estar visitando exposições de artistas contemporâneos meus, acho incrível que existam exposições mais “chamativas” para o público em geral e com entrada gratuita. O local da exposição é que não é nada acessível por conta da distância e até mesmo do preço dos lanches dentro do shopping (não tem outro lugar por perto, fora do shopping, para comer, por exemplo, e também é difícil chegar lá de transporte público) e isso é um ponto negativo.

Mas vamos falar de coisa boa: vamos falar da imersão nas obras. A instalação estava bem interessante porque você podia passar de um ambiente a outro como se estivesse passeando pelas obras dele. Dentro de cada espaço havia um quadro explicativo da obra (que, vamos ser honestos, ninguém lê), mas também havia recursos audiovisuais, narrações tocando e os mediadores estavam bem dispostos a tirar dúvidas.

Achei legal os detalhes do cenário logo na apresentação da primeira obra da exposição – Campo de trigo com corvos, de Julho de 1890 – com as silhuetas dos corvos da pintura pendurados no teto como se tivessem saído da tela. Mas não gostei de ver as pinceladas em movimento porque eu acho que a obra fala por si.

Meu espaço favorito foi a sala onde você coloca um óculos VR e pode andar e explorar a obra O café noturno na Place Lamartine em Arles, de Setembro de 1888. Eles estabeleceram um tempo muito curto para essa sessão e eu não consegui “andar” muito pelo espaço, mas fui o suficiente para passar pela Cadeira de Vincent com seu cachimbo, de dezembro de 1888, que é uma das obras que eu tenho mais apego e que é uma pintura separada, então foi uma surpresa encontrar ela dentro da proposta de passear pelo Café noturno.

Encontrei o vídeo de imersão no youtube, mas achei que a experiência em si é diferente e mais divertida porque você pode decidir pra onde vai andar ou olhar. Mas fica aí o vídeo para quem não puder visitar.

Ainda tinha uma sala de projeções e outra cheia de espelhos, além da possibilidade de no final poder tirar uma fotografia “pintada” com as mesmas pinceladas pelas quais o Van Gogh ficou tão famoso.

Na sala espelhada da exposição paisagens de Van Gogh

Se puder visitar a exposição “paisagens de Van Gogh” não esquece de deixar um comentário aqui depois me contando o que achou (s enão puder, conta o que achou do post hehe). Beijos e até o próximo!

10 canais no youtube para estudar desenho e pintura

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No post de hoje eu decidi fazer uma lista de canais no youtube para estudar desenho e pintura que tem me ajudado muito a melhorar e me ensinado muito sobre técnicas, estilos e materiais de arte. Eu estou indo para o sétimo semestre do curso de Artes Visuais na UNB e como as matérias do fluxo agora tem o foco na licenciatura e em arte educação eu resolvi levar mais a sério o meu estudo de desenho e pintura por conta própria. Acho legal fazer cursos presenciais, conhecer pessoas que podem treinar junto, dar dicas e etc, mas a gente nem sempre tem dinheiro para investir nisso e tempo para se deslocar, não é?

Ainda vou fazer outros posts com indicações das minhas fontes de estudo em outras plataformas como blogs, instagram, sites de cursos e etc. Inclusive, aceito sugestões na área de comentários no final desse post, beleza? ; )

LEIA TAMBÉM: Arte abstrata de Belinda Marshall | Xilogravura

  • Fran Meneses: é um canal focado em arte, mas tem um estilo de vlog. Acho as ilustrações dela muito fofas e ela costuma usar bastante marcadores, que é um dos meus materiais de desenho preferidos, então eu acompanho para aprender técnicas novas e me inspirar.

  • HulloAlice: esse eu descobri há alguns dias e fui assistindo um vídeo atrás do outro. Ela publica vídeos novos aos sábados e os tópicos são muito legais e informativos.

  • Mariana Cagnin: esse eu já indiquei em um vídeo meu lá no youtube, é um canal brasileiro, em português, bem tranquilo de entender tudinho hehe. A Mariana tem um estilo de arte lindo e além de postar vídeos desenhando, ela compara materiais e tem muitas dicas legais de aquarela.

  • Pypah’s Art: Canal com muuuuuitos vídeos e muitos assuntos legais relacionados com desenho, pintura, bullet journal e ilustrações em geral. Sempre que você estiver assistindo um canal que gosta, vale muito a pena prestar atenção nos canais relacionados e nos vídeos relacionados, eu sempre descubro novos canais que acabo me apaixonando desse jeito.

  • Proko: esse foi indicação da Mariana Cagnin (mencionei acima) e eu estou acompanhando especificamente uma playlist de desenho anatômico. Os vídeos são incrivelmente bem produzidos e muito didáticos. Tem uma versão mais completa que é paga, mas por enquanto a versão grátis no youtube está sendo perfeita para começar a praticar.

    • TILLITH: Vários vídeos com processos (assistir pessoas desenhando é ótimo para descobrir novas técnicas, às vezes técnicas muito simples que ninguém faz um vídeo específico falando mas que eu queria muito aprender).

    • Rodrigo Falco: canal brasileiro com vídeos em português. Acho que esse canal eu descobri por causa de um vídeo sobre aquarela que era relacionado com um vídeo do meu canal. É uma boa fonte de conteúdo, sempre vejo os vídeos.

    • Mateandro: esse eu descobri há algumas semanas, procurando tutoriais para usar o Autodesk Sketchbook (software/aplicativo GRÁTIS para desenho digital). Ele explica direitinho como é o processo dele no digital, mostra os pincéis que usa, os layers…achei excelente.

    • Unmask art: maravilhoso. Sempre tem vídeos novos e foi uma das melhores fontes que eu encontrei sobre pastel seco.

    • PearFleur: esse canal é valiosísimo e eu amo o estilo de arte. Nem sei como descrever exatamente porque eu gosto de tudo nele.

Como são canais no youtube para estudar desenho, eles tem um formato parecido, mas cada um tem maneiras muito específicas de apresentar cada tópico e de desenvolver a própria arte. Os canais que eu citei nessa lista tem um foco mais em técnicas secas, digital e aquarelas, que é mais o que eu estou estudando no momento. Pintura com óleo e tintas acrílicas ficaram um pouco de fora dessa vez.

Espero que tenha sido útil 🙂

Até o próximo post!

Artista Camille Javal

Arte

Eu estava pesquisando a origem de algumas imagens que queria usar nesse post e acabei conhecendo o trabalho da artista Camille Javal, que me encantou à primeira vista e me fez mudar completamente o assunto a ser compartilhado aqui hoje. Gostei especialmente dos murais, mas ela trabalha igualmente bem com outras técnicas e formatos. É uma artista Australiana “apaixonada por paletas coloridas, design alegre, comunidade e em criar interiores inspiradores”.

Selecionei alguns (poucos) dos trabalhos dela que mais gostei e acho que vale muito a pena visitar o site dela e conhecer um pouco mais:

camillejaval.com

MURAL “DAUGHTER

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A maneira com a qual ela trabalha as cores e formas nesse mural me lembrou bastante a artista Belinda Marshall (já apresentei em outro post aqui no blog).

MURAL “SHE SOMEHOW MAKES IT TRUE

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ARTWORK “THE UNDERWORLD

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DESIGN “FURBABY

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Se você conhece outros artistas com um estilo parecido ao da Camille Javal ou que simplesmente ache legais, compartilha comigo em um comentário aí embaixo!

xilogravura

Xilogravura

Arte

xilogravura

Semestre passado eu participei de uma disciplina chamada “introdução à gravura”, que é uma matéria obrigatória do curso de artes visuais lá na UNB. Já fiz um post anterior comentando sobre uma das coisas que produzimos nessa mesma disciplina – o ex libris – que utilizava basicamente o mesmo processo da xilogravura, com a diferença de que o material utilizado era a borracha e não a madeira (no meu caso acabei fazendo nos dois materiais porque tive muita dificuldade em lidar com a borracha). No post de hoje eu quero falar mais sobre a xilogravura em si e sobre as minhas primeiras impressões.

“Xilogravura ou xilografia significa gravura em madeira. É uma antiga técnica, de origem chinesa, em que o artesão utiliza um pedaço de madeira para entalhar um desenho, deixando em relevo a parte que pretende fazer a reprodução. Em seguida, utiliza tinta para pintar a parte em relevo do desenho. Na fase final, é utilizado um tipo de prensa para exercer pressão e revelar a imagem no papel ou outro suporte. Um detalhe importante é que o desenho sai ao contrário do que foi talhado, o que exige um maior trabalho ao artesão.” (Fonte: Wikipedia)

O nosso desafio era produzir três cópias idênticas utilizando a mesma matriz (matriz é esse molde de madeira talhado com o meu desenho). Teoricamente parece algo simples, mas na prática é um trabalho enorme e parece impossível fazer uma cópia exatamente igual a outra. Nós utilizamos goivas para fazer o encave na madeira (e de brinde ganhamos alguns cortes nos dedos hehe), tinta offset (que leva uma vida inteira pra secar) e nossa prensa para realizar a impressão era uma colher de pau (!).

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Minha primeiro xilogravura era o desenho da mulher com algumas listras de fundo. Mas na segunda parte do trabalho, eu retirei essas listras da matriz (tornou-se uma matriz perdida) e gravei outro fundo na parte de trás da madeira. Então era necessário imprimir primeiro um lado e em seguida, cuidadosamente, imprimir o outro lado. Eu gostei bastante do resultado e acho que esse é um dos meus trabalhos preferidos, que eu chamei de “selfie“. As impressões no papel vegetal foram as melhores porque era possível visualizar claramente os locais em que a tinta já estava se prendendo ao papel e onde ainda haviam falhas a serem corrigidas.

xilogravuraxilogravura

Depois de experimentar todo esse processo acho que eu comecei a valorizar mais essa arte <3

Beijos e até mais!

ex-libris

Ex Libris

Arte

No primeiro semestre desse ano uma das matérias que cursei na UNB foi introdução à gravura. A disciplina foi dividida em vários tópicos e um dos meus preferidos é o tema desse post: ex libris. De acordo com a WikipediaEx libris (do latim ex libris meis) é a expressão que significa, literalmente, “dos livros de” ou “faz parte de meus livros”, empregada para associar o livro a uma pessoa ou a uma biblioteca. A inscrição pode estar inscrita numa vinheta colada em geral na contra capa ou página de rosto de um livro para indicar quem é seu proprietário. A vinheta em geral contém um logotipo, brasão ou desenho e a expressão “Ex libris” seguida do nome do proprietário. É possível que contenha um lema, ou citação.” Meu professor explicou que a ex libris agregava valor à livros da coleção de autores famosos e que era comumente utilizada por eles.

ex-libris

Não sei exatamente explicar a razão de eu ter gostado tanto desse tópico, mas a produção de ex libris da minha turma inteira era muito interessante e muito característica de cada um. O processo de produção foi trabalhoso pois utilizamos goivas para fazer o encave na borracha, mas nesse material eu não consegui executar o nível de detalhamento que eu queria, então acabei fazendo a minha ex libris no MDF. A impressão consiste em preparar a tinta offset, utilizar um rolo de borracha sobre a matriz e em seguida utilizar uma colher de pau para fazer a gravação no papel. O objetivo era conseguir no mínimo duas cópias idênticas e só depois de muuuuitas impressões é que isso foi possível (no meu caso). É um processo arcaico, mas único e muito prazeroso de ver o resultado. Abaixo seguem algumas imagens da minha matriz, de algumas impressões e dos meus livros já carimbados com a minha representação:

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