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10 canais no youtube para estudar desenho e pintura

Arte

No post de hoje eu decidi fazer uma lista de canais no youtube para estudar desenho e pintura que tem me ajudado muito a melhorar e me ensinado muito sobre técnicas, estilos e materiais de arte. Eu estou indo para o sétimo semestre do curso de Artes Visuais na UNB e como as matérias do fluxo agora tem o foco na licenciatura e em arte educação eu resolvi levar mais a sério o meu estudo de desenho e pintura por conta própria. Acho legal fazer cursos presenciais, conhecer pessoas que podem treinar junto, dar dicas e etc, mas a gente nem sempre tem dinheiro para investir nisso e tempo para se deslocar, não é?

Ainda vou fazer outros posts com indicações das minhas fontes de estudo em outras plataformas como blogs, instagram, sites de cursos e etc. Inclusive, aceito sugestões na área de comentários no final desse post, beleza? ; )

LEIA TAMBÉM: Arte abstrata de Belinda Marshall | Xilogravura

  • Fran Meneses: é um canal focado em arte, mas tem um estilo de vlog. Acho as ilustrações dela muito fofas e ela costuma usar bastante marcadores, que é um dos meus materiais de desenho preferidos, então eu acompanho para aprender técnicas novas e me inspirar.

  • HulloAlice: esse eu descobri há alguns dias e fui assistindo um vídeo atrás do outro. Ela publica vídeos novos aos sábados e os tópicos são muito legais e informativos.

  • Mariana Cagnin: esse eu já indiquei em um vídeo meu lá no youtube, é um canal brasileiro, em português, bem tranquilo de entender tudinho hehe. A Mariana tem um estilo de arte lindo e além de postar vídeos desenhando, ela compara materiais e tem muitas dicas legais de aquarela.

  • Pypah’s Art: Canal com muuuuuitos vídeos e muitos assuntos legais relacionados com desenho, pintura, bullet journal e ilustrações em geral. Sempre que você estiver assistindo um canal que gosta, vale muito a pena prestar atenção nos canais relacionados e nos vídeos relacionados, eu sempre descubro novos canais que acabo me apaixonando desse jeito.

  • Proko: esse foi indicação da Mariana Cagnin (mencionei acima) e eu estou acompanhando especificamente uma playlist de desenho anatômico. Os vídeos são incrivelmente bem produzidos e muito didáticos. Tem uma versão mais completa que é paga, mas por enquanto a versão grátis no youtube está sendo perfeita para começar a praticar.

    • TILLITH: Vários vídeos com processos (assistir pessoas desenhando é ótimo para descobrir novas técnicas, às vezes técnicas muito simples que ninguém faz um vídeo específico falando mas que eu queria muito aprender).

    • Rodrigo Falco: canal brasileiro com vídeos em português. Acho que esse canal eu descobri por causa de um vídeo sobre aquarela que era relacionado com um vídeo do meu canal. É uma boa fonte de conteúdo, sempre vejo os vídeos.

    • Mateandro: esse eu descobri há algumas semanas, procurando tutoriais para usar o Autodesk Sketchbook (software/aplicativo GRÁTIS para desenho digital). Ele explica direitinho como é o processo dele no digital, mostra os pincéis que usa, os layers…achei excelente.

    • Unmask art: maravilhoso. Sempre tem vídeos novos e foi uma das melhores fontes que eu encontrei sobre pastel seco.

    • PearFleur: esse canal é valiosísimo e eu amo o estilo de arte. Nem sei como descrever exatamente porque eu gosto de tudo nele.

Como são canais no youtube para estudar desenho, eles tem um formato parecido, mas cada um tem maneiras muito específicas de apresentar cada tópico e de desenvolver a própria arte. Os canais que eu citei nessa lista tem um foco mais em técnicas secas, digital e aquarelas, que é mais o que eu estou estudando no momento. Pintura com óleo e tintas acrílicas ficaram um pouco de fora dessa vez.

Espero que tenha sido útil 🙂

Até o próximo post!

Loucuras anunciadas Goya

Diário

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VOLTEI 🙂

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Essas são fotografias da área interativa da exposição “Loucuras anunciadas – Goya” que está em exibição até o início de Abril aqui em Brasília, Na Caixa cultural. Eu gostei muito da exposição, que é composta principalmente por gravuras. São traços complexos e executados com muita perfeição, além disso, o tema das obras é muito profundo. Eu fiquei apaixonada por uma obra chamada “lealdade” (a única que mostro nesse post), que mostra um senhor(?) em uma situação de acusação enquanto tenta se manter firme e, daí o título penso eu, leal. Eu fiquei um bom tempo ausente aqui do blog, em parte porque eu não sabia direito o que postar, em parte porque eu nem vi o tempo passar de tão ocupada que eu fiquei nos últimos meses. E acho que eu precisava me reservar um pouco para voltar a encontrar equilíbrio e organizar a minha vida.

Vale muito a pena uma visita na Caixa Cultural porque, além da exposição do Goya, tem uma exposição do Salvador Dalí, com várias obras maravilhosas e bem diferentes do estilo das obras dele mais conhecidas. Também tem uma exposição da Tomie Ohtake (mas confesso que dessa eu não gostei tanto ¯\_(ツ)_/¯ ).

Feliz ano novo.

loucuras-goya

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xilogravura

Xilogravura

Arte

xilogravura

Semestre passado eu participei de uma disciplina chamada “introdução à gravura”, que é uma matéria obrigatória do curso de artes visuais lá na UNB. Já fiz um post anterior comentando sobre uma das coisas que produzimos nessa mesma disciplina – o ex libris – que utilizava basicamente o mesmo processo da xilogravura, com a diferença de que o material utilizado era a borracha e não a madeira (no meu caso acabei fazendo nos dois materiais porque tive muita dificuldade em lidar com a borracha). No post de hoje eu quero falar mais sobre a xilogravura em si e sobre as minhas primeiras impressões.

“Xilogravura ou xilografia significa gravura em madeira. É uma antiga técnica, de origem chinesa, em que o artesão utiliza um pedaço de madeira para entalhar um desenho, deixando em relevo a parte que pretende fazer a reprodução. Em seguida, utiliza tinta para pintar a parte em relevo do desenho. Na fase final, é utilizado um tipo de prensa para exercer pressão e revelar a imagem no papel ou outro suporte. Um detalhe importante é que o desenho sai ao contrário do que foi talhado, o que exige um maior trabalho ao artesão.” (Fonte: Wikipedia)

O nosso desafio era produzir três cópias idênticas utilizando a mesma matriz (matriz é esse molde de madeira talhado com o meu desenho). Teoricamente parece algo simples, mas na prática é um trabalho enorme e parece impossível fazer uma cópia exatamente igual a outra. Nós utilizamos goivas para fazer o encave na madeira (e de brinde ganhamos alguns cortes nos dedos hehe), tinta offset (que leva uma vida inteira pra secar) e nossa prensa para realizar a impressão era uma colher de pau (!).

2017-07-16 06.27.12 1xilogravura

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Minha primeiro xilogravura era o desenho da mulher com algumas listras de fundo. Mas na segunda parte do trabalho, eu retirei essas listras da matriz (tornou-se uma matriz perdida) e gravei outro fundo na parte de trás da madeira. Então era necessário imprimir primeiro um lado e em seguida, cuidadosamente, imprimir o outro lado. Eu gostei bastante do resultado e acho que esse é um dos meus trabalhos preferidos, que eu chamei de “selfie“. As impressões no papel vegetal foram as melhores porque era possível visualizar claramente os locais em que a tinta já estava se prendendo ao papel e onde ainda haviam falhas a serem corrigidas.

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Depois de experimentar todo esse processo acho que eu comecei a valorizar mais essa arte <3

Beijos e até mais!

ex-libris

Ex Libris

Arte

No primeiro semestre desse ano uma das matérias que cursei na UNB foi introdução à gravura. A disciplina foi dividida em vários tópicos e um dos meus preferidos é o tema desse post: ex libris. De acordo com a WikipediaEx libris (do latim ex libris meis) é a expressão que significa, literalmente, “dos livros de” ou “faz parte de meus livros”, empregada para associar o livro a uma pessoa ou a uma biblioteca. A inscrição pode estar inscrita numa vinheta colada em geral na contra capa ou página de rosto de um livro para indicar quem é seu proprietário. A vinheta em geral contém um logotipo, brasão ou desenho e a expressão “Ex libris” seguida do nome do proprietário. É possível que contenha um lema, ou citação.” Meu professor explicou que a ex libris agregava valor à livros da coleção de autores famosos e que era comumente utilizada por eles.

ex-libris

Não sei exatamente explicar a razão de eu ter gostado tanto desse tópico, mas a produção de ex libris da minha turma inteira era muito interessante e muito característica de cada um. O processo de produção foi trabalhoso pois utilizamos goivas para fazer o encave na borracha, mas nesse material eu não consegui executar o nível de detalhamento que eu queria, então acabei fazendo a minha ex libris no MDF. A impressão consiste em preparar a tinta offset, utilizar um rolo de borracha sobre a matriz e em seguida utilizar uma colher de pau para fazer a gravação no papel. O objetivo era conseguir no mínimo duas cópias idênticas e só depois de muuuuitas impressões é que isso foi possível (no meu caso). É um processo arcaico, mas único e muito prazeroso de ver o resultado. Abaixo seguem algumas imagens da minha matriz, de algumas impressões e dos meus livros já carimbados com a minha representação:

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Exposição Frida Kahlo

Arte

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No final do mês de Maio eu fiz uma visita à exposição da Frida Kahlo no CCBB Brasília e fiz algumas fotografias para compartilhar a experiência aqui no blog mas acabei nunca postando…até agora. Na verdade, a exposição não era apenas da Frida Kahlo e sim uma coletânea de obras de artistas mexicanas surrealistas – todas mulheres. Achei isso muito legal porque, embora algumas das pinturas mais importantes da Frida não estivessem presentes, tive a oportunidade de conhecer outras artistas maravilhosas e menos famosas.

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Um episódio durante essa visita me fez repensar sobre a minha postura enquanto expectadora das coisas. Fui empurrada para o lado enquanto observava uma pintura porque uma mulher estava tirando fotos da filha (de uns 9 anos mais ou menos) perto de todos os quadros e “a bateria do celular já ia descarregar”. Assim, existe tanta necessidade de guardar cada segundo em fotografia? Eu mesma já estava ficando viciada em tirar as fotos e logo em seguida olhar para ver se a foto ficou boa ou não e acabava me distraindo e perdendo a experiência, que é basicamente ver as obras de perto. Afinal de contas, se for para olhar as fotografias nem precisa de visita, basta abrir o google imagens, não é? Isso me fez largar um pouco de lado o celular e prestar mais atenção (por isso não tenho muitas fotos aqui no post).

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Logo após visitar a exposição eu comecei a ler a biografia da Frida Kahlo (escrita por Hayden Herrera) e admito que só assim eu consegui entender alguns aspectos da pintura dela que antes me deixavam um pouco angustiada (pra ser mais específica, as representações do Diego Rivera). As obras dela são muito pessoais e carregadas de significados, o que torna tudo mais interessante na minha opinião.

Sobre a exposição em si, segue trecho do folheto distribuído para os visitantes:

“Esta parcela da produção mexicana realizada por mulheres que traçaram uma visão potente do país recorrendo a questões oníricas, subjetivas e de raízes populares, sugere características de um surrealismo muito diferente daquele daquele observado nos países onde essa expressão já está mais domesticada.”

Rosa-Rolanda-autoretratoAcima, pintura de Rosa Rolanda – uma das minhas preferidas da exposição
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Alguns trajes típicos que a Frida Kahlo costumava usar estavam expostos. Eles eram enormes, coloridos e lindos. Descobri lendo a biografia que ela não os usava simplesmente pra ter um estilo marcante ou apenas pra reforçar as suas origens, mas para disfarçar os defeitos do próprio corpo. Ela sofreu um acidente de ônibus no começo da adolescência que trouxe sequelas com as quais ela teve de lidar pelo resto da vida. Na exposição também estavam presentes algumas das pinturas que ela fez sobre aborto.

E por fim, vou deixar uma lista com o nome das outras artistas presentes na exposição:

Até o próximo post!

sketchbook-de-artistas

Sketchbooks inspiradores

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No post de hoje eu resolvi trazer um hábito inspirador e saudável que eu adquiri meio sem querer nos últimos meses, mas que me acrescentou muito e de forma positiva: olhar sketchbooks no youtube. Pra quem nunca ouviu falar, sketchbook é um caderno, geralmente pequeno, que costuma ser levado para todos os lugares e é usado para fazer rascunhos, desenhos aleatórios e estudos. Particularmente, o que eu mais gosto nesses vídeos – observando os desenhos alheios – é ter ideias novas para os meus próprios desenhos e descobrir técnicas novas e novos materiais, além de conhecer novos artistas.

Eu sempre andei com uma caderneta de anotações, mas nos últimos tempos tenho feito as anotações no aplicativo keep. Só que para desenhar no celular é bem mais complicado e exige mais recursos (como uma caneta touch, por exemplo) e como no ano passado eu ganhei um sketchbook de presente de aniversário do Casa Park, comecei a preencher meu primeiro caderno de desenho depois de adulta. Qualquer dia desses eu faço um vídeo nesse estilo lá no meu canal, mas enquanto isso a gente fica com alguns dos meus preferidos:




E por último, um vídeo que ensina uma técnica de encadernação para você fazer o seu próprio 🙂

Não esquece de deixar um comentário contando qual o eu preferido (pode ser algum fora desse post também, só deixar um link!).

Beijos e até o próximo!

quarto-studio

Quarto estúdio

Algumas notas sobre

Novamente está aberta a temporada de redecoração na minha casa. Eu mudei de apartamento recentemente e, não apenas isso, minha rotina também mudou. Se eu pudesse eu deixaria o novo quarto exatamente como o anterior e trocaria apenas a cor das paredes, mas agora eu não estou morando sozinha e meu home-office precisa ficar no mesmo espaço de dormir.

Se você me acompanha pelo instagram provavelmente notou que eu ando postando várias fotos de desenhos e materiais de arte. Essas coisas agora fazem parte da maioria dos meus dias e preciso organizar meu espaço tanto para guardar esses materiais quanto para executar os meus trabalhos de curso e ainda para fazer os meus projetos de design de interiores. Por isso o post de hoje, porque estou buscando um equilíbrio entre esses dois estilos:
Imagens acima: 1 | 2

Sempre tive vontade de ter uma espécie de ateliê, com essa bagunça de tintas, telas e papéis espalhados por todo lugar masssssssss eu gosto muito da sensação de dormir em um quarto “limpo” visualmente. Como conciliar as duas coisas em um quarto estúdio?

  • Um detalhe importante é dormir com uma vista sem poluição visual, ou seja, quando eu estiver recostada na minha cama a parede para onde eu olhar não pode ser a mesma onde vai ficar a minha mesa e precisa ter o mínimo de coisas possível.
  • Considerando que eu ainda não pinto telas, é muito mais fácil expor alguns dos meus desenhos (meus preferidos), mas deixar os outros guardados. A mesma coisa vale para os materiais, não tendo a necessidade de deixar exatamente tudo exposto, só alguns itens mais utilizados ou mais caracterizados por assim dizer (um pote com pincéis, tintas e etc).
  • Algo que já é recorrente no meu estilo pessoal no que se refere ao quarto: roupa de cama neutra. Eu adoraria tudo branco, mas suja muito e eu não tenho nem paciência e nem tempo pra ficar lavando. Mas vou investir em algumas colchas sem estampa e claras e talvez não compre capas de almofada com estampas variadas, como eu queria fazer (eu disse talvez, hein?!). Creio que se nesse aspecto tudo for bem neutro, a minha bagunça na área de trabalho não vai ficar incômoda.

Separei algumas imagens que estão me inspirando e as atualizações no meu pinterest continuam a todo vapor!

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Imagens 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6

Se tiver alguma referência legal nesse estilo, deixa o link aí em um comentário!! (plissss)

Beijos e até o próximo!