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Be you!

Colagem

Recentemente eu li um livro que questionava o sentido de sermos nós mesmos. O que eu sou é o que eu aparento? É o meu rosto, o meu corpo? Como saber que o meu ser É MEU e não apenas um ser moldado cultural e socialmente? Eu sou único? Gosto muito de refletir sobre essas coisas porque, embora nem sempre eu chegue em uma conclusão lógica, isso mantém a minha mente aberta para várias situações inesperadas e me ajuda a não me julgar tanto e a me aceitar mais.

Serendipidade é uma palavra que define por si mesma o que eu penso sobre as vantagens de  descobrir quem você é e agir de acordo com isso. É como se você dissesse a palavra mágica para que os caminhos certos pra você se tornem visíveis. E era isso o que eu tinha em mente quando criei essa colagem! Usei alguns elementos novos e outros que eu já havia usado anteriormente, mas o meu foco principal ficou nas cores – pink, azul, preto e branco. Só lembrando que prateleira acima da cama deve ficar em uma altura considerável para que você não bata a cabeça ao sentar ou levantar (!).

Pôster Bright pink no Society6 // Vaso de plantas da Boskke // Prateleira pequena MMM // Pôster be you da Pottery Barn

Beijos!

Edição de Dezembro

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“De uma forma mais simples, um pixel é o menor ponto que forma uma imagem digital, sendo que o conjunto de milhares de pixels formam a imagem inteira.”

Sempre que eu penso no Universo como
o espaço infinito que ele é e me dou conta do quanto eu sou apenas um ponto
insignificante eu me sinto mais humilde. Mas se isso começa a me deixar triste,
eu tento me lembrar de todas as coisas que, individualmente, também são
insignificantes na minha vida, mas que fazem toda a diferença quando a gente
olha para a “imagem inteira”. O “bom dia” animado que o porteiro me dá sempre
que eu vou levar o meu cachorro para passear pela manhã, por mais sem
importância que possa ser, contribui com o meu bom humor durante o dia. É o teto
que eu tenho pra morar, a comida que nunca falta, os amigos – que por poucos que
sejam – sempre estão aqui e ali me querendo por perto. Você não precisa acordar
todos os dias comparando a sua vida com a vida de quem é menos afortunado do que
você, mas deveria estar sempre pensando que poderia ser muito pior (porque
poderia mesmo) e aprender a apreciar o que você possui agora. Não é ser uma
pessoa pessimista, calma! É que quando você entende que não existe perfeição,
que sempre vai haver um lado ruim e que o conjunto é um grupo de elementos, é
mais fácil de gostar do que aparentemente agora não é assim tão bom. Isso também
ajuda a lidar com os problemas (que vão começar a parecer um pouco menores).
Tudo o que eu tenho/sou agora é
resultado de uma série de coisas e acontecimentos pequenos. Eu quero mais, porém
estou bem com isso. Ótimo. A questão é que mesmo quando eu dominar o planeta, em
relação ao Universo eu ainda vou ser nada. E se for outra pessoa dominando o
planeta, tanto faz, porque em relação ao Universo ela ainda será apenas um
ponto. Depende do contexto, portanto nunca é absoluto. Então eu não tenho
motivos para sentir inveja de ninguém e me sentir infeliz por não estar em outro
lugar que não seja onde estou. Motivos para tratar uma pessoa melhor do que eu
trato outra. O que eu faço é tentar usar todas as ferramentas que eu tenho (e
isso inclui o meu conhecimento) para tentar acrescentar algo de bom na
Sociedade – essa reunião de bilhões de pontinhos “insignificantes”.
Por isso eu continuo acrescentando
conteúdo nesse blog.
O Opinião da designer é um meio de
comunicação onde as pessoas podem aprender mais sobre design de interiores, como
organizar e colorir as coisas para se sentir mais confortáveis dentro de casa.
Mas não apenas isso. Podem se conectar com os meus pensamentos, as minhas
experiências e descobrir algo de interessante para si próprios nisso. Pelo menos
é esse o meu objetivo. Daí que eu decidi criar uma edição especial de final de
ano, chamada de “pixel edition”, para trazer esse conceito de ~elementos
pequenos que fazem a diferença em um conjunto~
de forma mais intensa para os
posts. Eu pensei em tudo o que eu poderia compartilhar de útil e legal e em como
eu poderia melhorar a forma de apresentar isso. Espere todo o meu amor em forma
de palavras e fotografias e se no final quiser me doar o seu feedback, apenas
faça!

ACOMPANHE  ♦
Beijos e até o próximo post!
Thyeme Figueiredo

Liberdade

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amor
Nos últimos meses eu precisei voltar a estudar história (para o enem), andei lendo alguns livros bem reais e tristes – como o holocausto brasileiro – e vendo alguns documentários. Isso tudo me deixou extremamente pra baixo, porque eu odeio o fato que tantas pessoas foram cruelmente privadas de sua liberdade. A chance de fazer escolhas e de cuidar de si próprio foi tirada delas. Isso tudo só porque outras pessoas achavam que tinham o direito de ditar o que era certo, e de exigir que assim fosse.
Aí eu paro e penso no quanto os meus problemas são pequenos se comparados com o que essas pessoas sofreram e no quanto eu preciso ser grata por poder mandar em mim mesma. Liberdade de me locomover, de dizer sim, de dizer não. Privilegiada de não estar em um lugar onde as mulheres são obrigadas a se casar com quem elas não querem, um lugar onde as pessoas são presas por amarem outras pessoas do mesmo sexo e onde crianças são recrutadas para um exército insano…

É uma pena, realmente uma pena que nem todos apreciem essa liberdade. Sim, porque defender um candidato a presidência que abre a boca em rede nacional incentivando a população a se unir contra essa minoria significa que você não gosta do direito de ser livre. Podia ser você nessa minoria, pode ser o seu filho, vai saber?! Assim como eleger um Bolsonaro ou um Feliciano que luta pela cura de algo que nem é doença. Que luta para que um monte de gente perca uma liberdade que ainda é tão recente e ainda mal vista.

Eu acredito (e tenho esperança) de que a mentalidade das pessoas não vai retroceder, só avançar. Cuidar do que já se tem e buscar por mais. Mesmo que ainda continuem existindo alguns tantos ignorantes poderosos, cruéis. Mas se cada um começar a entender tudo o que está envolvido quando se trata de privar alguém de liberdade, então não haverá força que destrua isso. Assim como ter a visão de que as pessoas são pessoas, que embora façam partes de grupos (religião, nacionalidade, cor e etc.), continuam sendo seres individuais e não podem ser julgadas como um todo. Simplesmente não podem. Eu quero continuar sendo livre, respondendo apenas pelos meus próprios atos. E se amanhã eu acordar, não sei, lésbica? Eu quero poder ser lésbica e beijar mulheres na praça como qualquer casal de homem/mulher pode fazer. Sem que fiquem me olhando como se eu fosse uma criminosa (ou me espanquem por isso). Se eu tiver um filho negro, eu quero que ele nunca precise ouvir uma piada sobre ser um macaco. Entre outras coisas.

Você pode dizer que preconceito é frescura, que tudo agora é considerado preconceito e que as pessoas é que estão de mimimi. Isso até o momento em que acontece com você, com alguém que você ama. Aí eu tenho certeza que os seus pensamentos sobre isso mudam. Admitir que é verdade só exige um pouquinho da sua sensibilidade e eu garanto que não dói. Ajuda a tornar o mundo um lugar melhor.

Thyeme Figueiredo

COLCHA DE CAMA

Colagem

colagem-cores-espalhadas

luminárias
Luminária de piso | Abajur
quadro-banco
Moldura + estampa de borboleta | Banco estofado
xo-decor
Suporte de livros | Pôster xo

A roupa de cama é um dos itens que mais chamam a atenção e definem a atmosfera de um quarto. É um elemento que ocupa muito espaço no campo visual, você entra no quarto e BAM! inconscientemente a primeira coisa em que vai reparar é na colcha, nos travesseiros, na cor, na estampa…

E isso, na minha opinião, é um certo problema porque nem todo mundo pode ou quer comprar conjuntos completos de cama (eu sequer tenho um), que são mais caros – embora tenham mais qualidade e estampas mais elaboradas. Os mais baratos dificilmente possuem uma estampa interessante, sério. Sempre que a estampa é legal, as cores são horríveis! O meu ~segredo~ enquanto não posso comprar alguns enxovais completos é escolher os lençóis com estampa lisa, de cor única (desses de R$29,90 mesmo). Combina com tudo, não me faz enjoar com facilidade e dá pra comprar a um preço baixo. Esquecendo um pouco a qualidade, são boas opções.

Nessa colagem, a roupa de cama é inteiramente branca, exceto os dois travesseiros – um com um verde aquamarine bem “alegre” e o outro em tom champanhe, com um aspecto metalizado. Com esses elementos mais neutros eu consegui colocar cor em vários outros itens sem que a aparência final ficasse exagerada. Tem um quadro com estampa de borboletas, outro com bolinhas e texto; tem abajur e manta com estampa xadrez, luminária de chão em vermelho vivo, tapete amarelo queimado…

Você consegue imaginar esse quarto bonito, com todos
esses elementos e uma colcha assim? ‼

colcha-de-cama-floral


E com uma colcha assim? ♥

solacium-azul Entenda que eu não estou criticando a estampa em si, mas como ela se relaciona com o restante do interior. Invista sempre no que vai ficar melhor com a maior quantidade de coisas possíveis no quarto.

E não esqueça de compartilhar a sua opinião! #comentário

Um beijo, → Mais dicas aqui!

Thyeme Figueiredo

Inscription for the Ceiling of a Bedroom

Entretenimento

Dorothy Parker



“An ode to the unflinching comfort of the bed, our most reliable sanctuary of safety.”

!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?’http’:’https’;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+’://platform.twitter.com/widgets.js’;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, ‘script’, ‘twitter-wjs’);
Encontrei a imagem no tumblr this isn’t happiness (um dos que eu mais gosto!). É um poema de Dorothy Parker – “um ode ao conforto inabalável da cama, nosso santuário mais confiável de segurança” encontrado em sua coleção de 1936 “Not So Deep As A Well”. O conceito desse poema é o conceito que tento expor aqui no blog, sempre que falo sobre quartos, então achei que valia a pena compartilhar com vocês!
Beijos!
Thyeme Figueiredo

Desabafo: Faça o milagre mas diga quem é o santo

Algumas notas sobre

http://www.almostmakesperfect.com/

Nunca fiz um post desse tipo aqui no blog porque prefiro falar sobre coisas que inspiram as pessoas e etc. Mas hoje, eu fiquei profundamente indignada com a atitude de uma pessoa no instagram e não tive coragem de comentar na foto porque estaria fazendo uma crítica bem negativa e acho que acabaria comprando uma briga (vai saber como a pessoa lá do outro lado vai reagir, não é?). Mas o que eu vi me incomodou pelo resto do dia e bastou que eu fizesse uma rápida pesquisa no google para descobrir que eu não estava sendo apenas uma pessoa implicante.
Pois bem, essa pessoa postou a foto de um relógio com uma espécie de marca d’água escrito “by fulano de tal”, que era o seu próprio nome. Na legenda, comentou que se tratava de um relógio fofo que haviam acabado de fazer para um de seus clientes, que era lindo, tem em várias cores (para vender) e que acham um arraso. Quando eu vi a foto, reconheci na hora que já havia visto no pinterest e pensei que eu pudesse ter repinado dessa mesma pessoa e olha que coincidência legal que seria! Só que o meu repin era do apartment therapy e o link redirecionava para outra pessoa (de fora do Brasil) que indicava que esse relógio se trata de um projeto de DIY (faça você mesmo) inspirado no ‘Primary Clock’ de David Weatherhead.
Gente, eu penso que tudo bem você usar imagens de autoria de outras pessoas na internet, é claro que é preciso dar os devidos créditos, mas mesmo se não der (porque às vezes parece simplesmente impossível de encontrar a verdadeira fonte), é muita cara de pau dar a entender QUE AQUILO É SEU quando VOCÊ SABE QUE NÃO É. Eu passei muito tempo usando fotos de outras pessoas sem dar os créditos e vejo muitas pessoas que ainda são inexperientes com o uso de coisas na internet fazendo isso, mas ainda não tinha visto ninguém fazendo algo assim PARECER SEU, CRIAÇÃO SUA. E Pensei “ah, mas essa foto pode ser de autoria dessa pessoa, vai que fez o projeto de DIY e agora está vendendo pra quem quer mas não sabe fazer”. Só que não, nem a foto era porque achei no google bem aqui ó (clique).
O que me irrita nisso, é que não se trata de uma pessoa com poucos seguidores, que começou agora e que não sabe o que tá fazendo. E pra mim foi fácil reconhecer a enganação (porque pra mim isso é uma baita de uma enganação), mas tem MUITA gente que não faz nem ideia e nesse momento deve estar achando o furtador a pessoa mais criativa do mundo. Coitado de quem teve a ideia original. Eu não estou criticando o fato dessa pessoa vender um projeto de DIY que não é dela e sim o fato de dar a entender que a ideia é dela. Dói falar que tá fazendo uma cópia?

Então não se deixem enganar por gente assim e não é difícil perceber quando as pessoas estão mentindo ou só fazendo um marketing com meias verdades, é só manter os olhos abertos. Senão você acaba até pagando caro por algo que poderia ter por menos de 20 reais. E se você está cometendo o mesmo erro, nunca é tarde pra se redimir e fazer diferente. Eu, quando comecei o blog, fui criticada pela Holly Becker por uma foto que postei sem dar os créditos simplesmente porque eu salvei de quem também não tinha dado os créditos e não fui atrás. E a foto nem era dela. Mas eu estava errada e desde então me esforço pra não fazer mais isso.
Faça o milagre, mas diga quem é o santo e se não disser, faça o favor de deixar claro que o santo não é você. É chato e sim, prejudica quem criou.
Thyeme Figueiredo

O que é design?

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O que é designJá é clichê dizer que “o belo” é relativo, não é? Todos sabemos que o que é bonito aqui pode ser horroroso lá no Japão, por exemplo. E que o que é LIN-DO pra gente, pode ser feio pro vizinho. O que quero mesmo dizer é que a “beleza” não define o design. Mas ainda assim, o bom design é sempre belo. Sou designer, faço design. Mas o que é design mesmo? Me atrevo a dizer que não existe uma única definição, mas várias.

Aí aparece o Steve Jobs dizendo que “Design é função, não forma”, e eu apareço aqui para discordar. Eu aceitaria se ele dissesse que design também é função, não forma, porque pra mim, o que não tem forma e só tem função, é simplesmente uma “coisa”. Design não é uma COISA. O mesmo vale para algo que tem forma, mas não tem função. Não é design!

Eu penso no design como sendo uma solução criativa e caprichada na estética para um problema simples ou complexo. Os problemas precedem a solução. Para mim, design é quando você encontra essa solução e a personaliza. O problema é sentar, a solução é uma cadeira e o design é:

Design de cadeiras
Design é o conceito!
Temos o problema etimólogico, já que design não é uma palavra portuguesa. “Em inglês, a palavra design pode ser usada tanto como um substantivo quanto como um verbo. O verbo refere-se a um processo de dar origem e então desenvolver um projeto de algo, que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual, modelagem, ajustes interativos, e até mesmo processos de re-design, ou seja, o verbo é sinônimo em português de projetar.” A questão é que as pessoas querem traduzir ao pé da letra e acham que design significa só desenho, ou no caso da profissão de design de interiores: decoração.

A repórter Clara Vanali em um vídeo do site casa.com questiona “O que é design” para alguns profissionais. O vídeo na íntegra está AQUI. Algumas respostas interessantes abaixo:
Citações sobre design Outra confusão que as pessoas fazem é a ideia que design custa caro. Claro que algumas lojas visam intensamente o lucro. Mas não precisa ser de marca para ser design! Quanto ao valor dos profissionais, sempre vai ter um que cabe no seu bolso. A questão é: Você valoriza? Porque o que eu tenho observado é os valores sendo invertidos. No caso de design de interiores, por exemplo, generalizando a situação, as pessoas se preocupam mais com comprar uma TV de tela maior (mesmo que já tenham uma em bom estado) do que comprar um sofá melhor. Então você chega por aí e encontra na sala uma TV linda e um sofá de tecido sintético vermelho, desses sem design (conceito) algum que são vendidos em qualquer loja de departamentos.

Você, leitor, precisa saber que o bom design influencia de modo positivo na nossa vida. É uma cozinha bem projetada que te dá prazer ao cozinhar, um quarto que te proporciona uma boa noite de sono e faz você acordar inspirado, um jogo com um gráfico que te atrai, uma logo que associamos à uma empresa só de ver, uma sala que funciona confortavelmente como sala de estar e de TV ao mesmo tempo… Quando o design está presente, você pode até não perceber que é ele o diferencial, mas que vai notar a diferença, isso vai. 

Convidei alguns designers para dizer o que eles pensam sobre o tema “A importância do design” e finalizo o post com a opinião deles (Muito obrigada, Thais e Paulo, por aceitarem o convite!).

a importancia do designVocê concorda ou discorda com o que acabou de ler aqui?
Se anima pro design weekend e comenta aí embaixo!
Thyeme Figueiredo