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Alter do chão

Viajei: Santarém PA

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Você que está acostumado a ler os posts aqui no blog com certeza deve ter lido o título e pensado que entrou no blog errado. Mas não, você está mesmo no opinião da designer, esse blog que fala sobre design e decoração de quartos. É que andei com vontade de escrever aqui sobre outros assuntos que de certa forma continuam tendo tudo a ver com design. Afinal, por que não?
Viagem para a AmazôniaMas não se preocupem, o foco do blog continua sendo design e principalmente os quartos e as outras categorias vão aparecer com menos frequencia. São viagens, livros, compras, passeios e todas essas outras coisas que me inspiram e que eu espero que possam inspirar vocês também. Se não curtiram a ideia é só se dirigir ao principal setor de leitores aqui do blog! E pra hoje temos um pedacinho da Amazônia, que é mais ou menos de onde eu vim e um lugar que eu amo.

Palafita amazônica Santarém fica um pouquinho longe (tem que pegar avião ou navio) da capital do Pará, Belém. Eu viajei pra lá em 2010 e não tenho do que reclamar. O Pará é um estado enorme e muito rico culturalmente. Tá, eu sou suspeita pra falar né?! Mas estou falando com muita sinceridade, até porque eu só vim entender essa riqueza depois que deixei de morar lá. As comidas típicas são incríveis (oi açaí e tacacá?), as praias são lindas e é de lá que vem o tecnobrega (se você não gosta, já aviso que chegando lá você vai ouvir o tempo inteiro).
Eu tenho a mente muito aberta com relação a viagens e penso que quando a gente tá em outro lugar, essa é a nossa chance de sair da nossa zona de conforto e conhecer as coisas mais diferentes possíveis. Prova a comida, ouve a música, tenta aprender a dança… logo logo você vai embora e tudo isso vão ser só lembranças. Carapanã lá tem de sobra (aqui vocês chamam de pernilongo hehe), então leve um bom repelente. Não acreditem se alguém disser que lá não é tão quente assim PORQUE É MUITO QUENTE! Os paraenses falam ÉGUA com muita frequencia e é uma expressão que serve pra todos os tipos de sentimentos. A gente também tem um sotaque que puxa muito o xxxxxixxx, tipo carioca só que com menos gírias e “cantando” menos.
por do sol no rio tapajós Bom, eu não sei dizer pra vocês como é a viagem de navio até lá (partindo de Belém) porque fui de avião, mas sei que existem voos diretos para o aeroporto de lá saindode outros estados. Se forem partir de Belém eu acredito que seja uma boa escolha ir de navio, porque a experiência vai conpensar a falta de conforto (que com certeza é menor que indo de avião), mas nem posso entrar em detalhes porque nunca fiz. Eu me hospedei com a minha família em um hotel chamado barrudada tropical, que na época estava em reforma. Acho que é o melhor da região porque nossos hospédes vizinhos eram artistas globais que estavam gravando Tainá 3 nesse período…
Em Santarém não lembro de ter andado muito, sabe, na cidade em si. A gente passava o dia inteiro na praia e de noite íamos pra alguma pizzaria ou restaurante que eu não lembro mais os nomes pra indicar. Ah, acabei de lembrar que a orla de lá é muito legal e tem arena pra jogar futebol, vôlei e etc. Além de uma praça com wi-fi disponível (que tinha segurança e tudo). Mas vamos ao que importa – a praia:

Alter do chão

É conhecido como o Caribe brasileiro e foi indicada pelo jornal inglês The Guardian como uma das dez praias mais bonitas do Brasil. Fui com essa expectativa de caribe brasileiro pra lá e me decepcionei. Falou em Caribe eu imagino o cenário de Piratas do caribe e não é nada disso. Alter do chão tem o seu período mais “feinho” que é o que eu fui, que dura de Fevereiro até agosto. É um período de cheias, quando as águas ainda não baixaram e as praias ainda não se formaram completamente. Ou seja, nesse período tem muita água e pouca areia.
Eu disse “período mais feinho”, que ainda assim é muito belo. A água é doce e tranparente, muito transparente e dependendo do ângulo que você olha, pode parecer amarelada ou azul escuro. Como o clima é quente, pode ficar o dia inteiro que não dá frio. Bem, no fim da primeira praia de Alter do chão (que em julho era a única que já estava quase completamente formada) existe uma espécie de morro que tem uma trilha (bem complicada, viu?!). A vista lá de cima é LIN-DA! Pra ir até lá saindo de Santarém tem um ônibus que demora aproximadamente uma hora e meia, mas de carro é bem rapidinho e a estrada é boa (pelo menos era nessa época). Fizemos um passeio de barco para ver as outras praias, mas como eu disse, nada de praia ainda. Só que a partir de Agosto vale a pena!
Alter do chão no período de julho  Alter do chão no período de Julho Praia de Alter do chão vista de cima 
Enquanto isso… bastidores de Tainá 3 hahaha

gravação de Tainá 3 na Amazônia gravação de Tainá 3 na Amazônia
E aí vem a parte que eu mais amei em toda a viagem:

 O vale do paraíso

Pegamos balsa saíndo de Santarém com destino à Alenquer. Levou uma eternidade pra chegar em terra de novo e depois que chegamos, levou mais uma eternidade de carro (maior parte em estrada de terra) pra chegar lá. Lá em Alenquer. O Vale do paraíso fica a uma hora e meia indo de carro partindo de Alenquer e depois que chega ainda é necessário andar a pé em uma trilha (mas é bem pequena!). Gente, vale muito a pena. A hospedagem lá é em um conjunto de chalés bem pequeninos, que mais parecem casa de boneca. É a coisa mais fofa do mundo! Fica colado com a primeira e menor cachoeira desse lugar. É o tipo de lugar pra ir com um grupo de amigos aventureiros (tinha um bocado de argentinos em grupos assim). De noite, vá se preparando pra fazer uma fogueira (nem sei se é permitido hehe) e sentar nas pedras pertinho da cachoeira com os amigos. A opção é jogar, beber e conversar até cair de sono. Além da primeira cachoeira, existem mais duas, só que essa é a melhor para o banho e para chegar nas outras tem mais trilha (e não é pouca, viu?!) e o caminho não é dos mais fáceis do mundo. Mas eu fui, yes!!!

Vale do Paraíso PA

Vale do Paraíso PA Vale do Paraíso PA  Chalé no Vale do paraíso PA Bom, acho que é isso. É um lugar incrível e que eu desejo do fundo do meu coração que não seja destruído. O encanto desse pedacinho do mundo é justamente a preservação, tanto física quanto cultural. Espero que vocês tenham gostado!

Um beijão!

Thyeme Figueiredo