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Entrevista: Jeferson Paz – designer gráfico

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Conhecer mais sobre pessoas que fazem um trabalho legal é uma ótima maneira de alimentar a criatividade, sem falar nas novas referências que nos são apresentadas por meio de quem é gente como a gente e também cultiva o seu próprio repertório de inspiração. Por isso, mais uma entrevista aqui no blog, dessa vez com um designer gráfico Paulistano cheio de ideias interessantes e sem medo de arriscar em novos caminhos.

  • Opinião da designer: Oi Jeferson! Em primeiro lugar, obrigada por aceitar fazer essa entrevista. Sei que você se formou na Belas Artes e adora compartilhar coisas engraçadas no twitter.  O que mais você poderia contar sobre você?

Jeferson Paz: Olá, gradeço você pelo espaço para mostrar um pouco do meu trabalho! Isso, me formei na Belas Artes no final de 2013 e mexo com o Photoshop desde moleque tentando aprender a fazer recortes, montagens ou algum tipo de efeitos nas imagens só por diversão.

Em 2008 eu fui por um caminho diferente do que estou hoje, iniciando o curso de arquitetura e urbanismo, na Belas Artes mesmo. Como desenhava, eu queria desenvolver mais isso e especializar em algo. O problema da arquitetura, pra mim, foi não explorar nem desenvolver o que eu realmente queria, que seriam os projetos gráficos, ele é um curso voltado na construção técnica pela base matemática e não artística que eu procurava, então tranquei o curso no segundo semestre e pedi transferência para design gráfico.

Eu descobri o design gráfico através do meu irmão, que se formou por volta de 2006 também na Belas Artes. Sempre acompanhei os trabalhos dele, sabia que era algo bastante criativo, e como a arquitetura tinha me decepcionado nas aulas não tendo esse lado, resolvi seguir o mesmo caminho. Foi aonde eu encontrei o que eu já mexia e gostava, e nem sabia que tinha um nome.

Toda aquela obsessão por ficar fuçando no Photoshop e programas gráficos desde moleque, procurando tutoriais aqui e ali, no final se encaixou com o que eu comecei a desenvolver e trabalhar, aprendi a parte teórica na qual me ajudou infinitamente a desenvolver o que eu precisava, e sigo este caminho até hoje.

  • ODD: Eu adoro as suas fotografias! Faz tempo que você fotografa? Como começou?

JP: Comecei na faculdade aonde tive aulas há uns 3 anos, aprendi o básico das câmeras, composição e luz, com o tempo comprei uma e foi aonde pude praticar mais e sair do básico, me aprofundar. Desde então eu procuro carregar ela pra onde eu vou, sempre que imagino a oportunidade para umas fotos legais. A fotografia é mais um hobbie do que trabalho, pois é algo prazeroso e relaxante que eu adoro fazer, e sempre traz uma outra percepção do que estamos acostumados a ver, exaltando a beleza em tudo que você deseja ressaltar, isso é o que me cativa, e não me faz querer largar tão cedo a fotografia.

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  •  ODD: Atualmente, com que tipo de projetos você está trabalhando?

JP: Em design, estou trabalhando com um amigo em um projeto que é uma história em quadrinhos que vai virar livro, mudando o formato e a narrativa, trabalhando na parte gráfica. Em fotografia, além de retratos diversos que pretendo compilar e outros ensaios que ainda estou desenvolvendo, mês que vêm acho que começo algo grande que vou compartilhar quando estiver mais concretizado, e garanto que esse eu estou bem ansioso para mostrar.

  • ODD: Tem algum trabalho que você gostou muito de fazer, que foi um desafio ou que seja mais especial pra você?

JP: Enquanto estudava, trabalhei em uma editora chamada Porto de Idéias, aonde eu criava projetos gráficos e diagramava vários livros, entre eles dois que destaco: Primeiras Rosas, da Beatriz Domingues, aonde criei o projeto completo, e a capa foi um amontoado de pétalas de rosa juntando uma por uma, e também Sussurros, Desamores e Colibris, no qual também desenvolvi o projeto inteiro, e a capa foi um misto de aquarelado suave com linhas fortes.

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  • ODD: Você tem algum artista/profissional que seja uma inspiração para você? Quem?

JP: Tenho como inspiração e referência duas pessoas, uma delas é o designer gráfico e músico Scott Hansen, hoje em dia está bem famoso com sua banda ‘Tycho‘, os projetos dele são simples e minimalistas, mas de uma complexidade tremenda, um estilo meio ‘retrô’ com texturas mas ainda atual e vetorial, curvas e splashs. O que eu mais gosto dele é a versatilidade e facilidade que tem de trabalhar com as coisas, ele é designer gráfico, faz marcas, pôsteres, sites, trabalha com fotografia, em um estilo próprio e reconhecível de longe, e ainda faz música, aonde ele mistura som com imagem em seus shows criando uma atmosfera única.

O outro chama Christopher Willits, músico e fotógrafo, ele tem uma base bem mais funda no audiovisual, tem um projeto que chama ‘Opening‘, que são fragmentos de filmagens ao redor do mundo misturados com composições dele, para passar o clima exato que o lugar transmite. Ele também tira várias fotos de paisagens onde ele passa como estudos para as composições de vídeo e música, que são maravilhosas.

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Uma das criações de Scott Hansen

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Fotografia de Christopher Willits

 

  • ODD: Onde nós podemos conhecer mais os seus trabalhos?

JP: Subo meus projetos de design gráfico e alguns de fotografia através do portfólio. No instagram eu posto fotos mais livres de onde eu estiver e no flickr seleciono as melhores e subo em alta resolução. Ah, tem também o twitter caso queira ler abobrinha e ver fotos de gatinhos fofinhos.

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Um dos trabalhos acadêmicos

 Desejo sucesso ao Jeferson! Curiosa pra saber quais são os seus próximos trabalhos!

Não esqueça de deixar a sua opinião em um comentário e se quiser sugerir o nosso próximo entrevistado também pode :)

Beijos e até o próximo!

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